Por Yuri Schein
Enquanto você lê estas palavras, alguém morreu.
Talvez tenha sido um empresário cercado de riquezas. Talvez um político poderoso. Talvez um jovem cheio de sonhos. Talvez um idoso cercado por familiares. Talvez alguém que parecia saudável ontem e hoje já não respira. A morte não pede licença. Ela não consulta agendas. Ela não respeita status social, patrimônio, influência ou popularidade.
Mas existe uma pergunta infinitamente mais importante do que "quem morreu?".
A pergunta é: essa pessoa morreu em Cristo ou sem Cristo?
A cultura moderna fez tudo o que podia para anestesiar o homem diante dessa realidade. Fala-se de autoestima, prosperidade, desenvolvimento pessoal, saúde mental, realização profissional e milhares de outros assuntos. Entretanto, raramente se fala daquilo que Cristo falou repetidamente: o juízo vindouro.
A sociedade trata a morte como uma transição suave. Muitos imaginam que todos vão para um lugar melhor. Outros acreditam que Deus é tão amoroso que jamais condenaria alguém. Alguns apostam na aniquilação da alma. Outros preferem simplesmente não pensar no assunto.
O problema é que nenhuma dessas opiniões altera a verdade.
A verdade não se curva aos sentimentos humanos.
Se alguém morreu hoje sem Cristo, a Escritura afirma que essa pessoa está sob a ira de Deus.
O Senhor Jesus declarou:
"Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36).
Observe cuidadosamente: o texto não diz que a ira de Deus começará algum dia. Diz que ela permanece sobre o incrédulo.
O inferno não é uma invenção medieval. Não é um instrumento psicológico criado por pregadores para controlar pessoas. É uma doutrina ensinada pelo próprio Cristo.
Foi Jesus quem falou sobre o fogo inextinguível.
Foi Jesus quem falou sobre o lugar onde o verme não morre.
Foi Jesus quem falou sobre as trevas exteriores.
Foi Jesus quem falou sobre o castigo eterno.
Os mesmos lábios que disseram "Vinde a mim" também disseram "Apartai-vos de mim".
A mesma boca que anunciou graça também anunciou condenação.
Se uma pessoa morreu sem Cristo hoje, ela não entrou em um estado de neutralidade. Ela não entrou em um sono inconsciente. Ela não recebeu uma segunda oportunidade.
Ela entrou na realidade terrível do juízo divino.
E isso é apenas o começo.
A Bíblia ensina que haverá uma ressurreição universal. Os mortos comparecerão diante do tribunal de Deus. O próprio inferno entregará seus mortos. Então ocorrerá o julgamento final.
João escreve:
"E a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo" (Apocalipse 20:14).»Lll
Muitos tentam suavizar essa linguagem. Alguns teólogos modernos gastam mais energia tentando proteger os pecadores da doutrina bíblica do que tentando protegê-los do próprio inferno.
Mas o texto continua ali.
Imutável.
Inescapável.
Inspirado por Deus.
O homem moderno gosta de pensar que seus pecados são pequenos. Afinal, ele não é um assassino em série. Não é um ditador genocida. Não é um grande criminoso.
Contudo, a Escritura apresenta outra perspectiva.
Cada blasfêmia.
Cada mentira.
Cada ato de orgulho.
Cada pensamento impuro.
Cada rejeição deliberada do evangelho.
Cada momento de rebelião contra o Criador.
Tudo isso constitui ofensa contra um Deus infinitamente santo.
O pecador não é condenado porque cometeu apenas alguns erros. O pecador é condenado porque viveu em rebelião contra o Rei do universo.
O homem caído imagina-se uma vítima. A Bíblia o descreve como um rebelde.
Imagine a insanidade disso.
Criaturas feitas do pó desafiam o Deus que lhes concedeu cada batimento cardíaco.
Homens que não conseguem garantir o próprio próximo minuto de vida levantam seus punhos contra o Senhor da eternidade.
Pecadores que dependem de Deus para respirar usam o fôlego recebido dele para blasfemar contra ele.
E então ficam chocados quando a Bíblia fala sobre juízo.
O verdadeiro escândalo não é a existência do inferno.
O verdadeiro escândalo é Deus salvar alguém.
É impressionante que exista condenação?
Ou é impressionante que exista misericórdia?
O inferno demonstra a justiça divina.
A cruz demonstra a graça divina.
Ambos revelam quem Deus é.
O que torna a situação ainda mais assustadora é que milhões de pessoas vivem como se jamais fossem morrer.
Planejam a aposentadoria.
Planejam viagens.
Planejam negócios.
Planejam investimentos.
Planejam décadas à frente.
Mas ignoram completamente a eternidade.
Como se a morte fosse um problema reservado para os outros.
Contudo, a estatística continua implacável: a cada pessoa que nasce, uma pessoa morrerá.
Você não sabe quando será seu último dia.
Nem eu sei quando será o meu.
Mas sabemos que ele virá.
E quando vier, todas as desculpas desaparecerão.
Todo orgulho desaparecerá.
Toda incredulidade desaparecerá.
Toda zombaria desaparecerá.
Restará apenas a realidade.
Cristo ou condenação.
Perdão ou juízo.
Vida eterna ou castigo eterno.
Por isso o evangelho é urgente.
Não amanhã.
Não na próxima semana.
Não quando a vida estiver mais organizada.
Hoje.
Agora.
Porque enquanto você lê estas palavras, alguém acabou de entrar na eternidade.
E um dia será você.
A única questão que realmente importa é esta:
Quando esse dia chegar, você estará coberto pela justiça de Cristo ou comparecerá sozinho diante do tribunal de Deus?




