Por Yuri Schein
O ateísmo moderno frequentemente se apresenta como a posição da “razão”, da “ciência” e da “evidência”. Mas existe uma ironia brutal nisso: o próprio ateísmo não consegue justificar racionalmente os elementos que utiliza para argumentar.
Leis lógicas, moralidade objetiva, uniformidade da natureza, identidade pessoal, verdade e significado, tudo isso é constantemente utilizado pelo incrédulo, mas nada disso encontra fundamento coerente dentro de um universo impessoal, acidental e materialista.
Se tudo é resultado de colisões cegas de partículas:
- por que a lógica deveria refletir a realidade?
- por que processos químicos cerebrais produziriam verdade em vez de mera sobrevivência?
- por que o bem seria mais do que preferência biológica?
- e por que a razão humana seria confiável se ela própria seria produto irracional do acaso?
No fim, o ateísmo depende diariamente de categorias que sua própria cosmovisão não consegue sustentar.
É por isso que o debate nunca foi simplesmente sobre “evidências”. O verdadeiro problema é ontológico e epistemológico. Sem Deus, o homem até pode usar conceitos como verdade, lógica e moralidade, mas não consegue explicar por que eles existem ou por que deveriam possuir autoridade objetiva.
O cristianismo, por outro lado, oferece um fundamento unificado:
- a lógica reflete o pensamento coerente de Deus;
- a moral deriva de Sua natureza;
- a verdade existe porque Deus conhece perfeitamente todas as coisas;
- e o universo é inteligível porque foi criado por uma mente racional.
O incrédulo quer os frutos da cosmovisão cristã sem aceitar a raiz que os sustenta.
E é exatamente aí que sua rebelião intelectual começa a desmoronar.
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