sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Gordon Clark e sua crítica a Apologética Evidencialista

Algumas observações de Gordon Clark para a reflexão dos leitores:

"Descartes não foi completamente original mesmo em seu "eu penso". Agostinho já tinha insistido em que é certamente verdade que eu existo. O cético precisa existir para que possa duvidar da sua própria existência. Agostinho irá perguntar a ele :" Você sabe que você existe? E o que cético pode responder?".
•Clark,Gordon H.
•Três Tipos de Filosofia Religiosa, p.53.

"Todo mundo deseja felicidade e o filósofo por suas ações mostra que a felicidade reside na verdade. O cético, etimologicamente é aquele que busca a verdade. Por isso, uma negação da possibilidade da verdade contradiz a mola de toda a ação humana"
• Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 54

“Se agora um estudante moderno pensa que os princípios da moralidade não são tão certos como os princípios da lógica, e que, portanto, é duvidoso se eu deva ou não procurar a felicidade e comer o meu jantar, ao menos as leis da lógica são indubitáveis. Em todo caso, as normas lógicas ou morais, ou mesmo estéticas, se existem, são verdades necessárias e universais. Elas são verdades não apenas aqui e agora, mas em qualquer lugar e em todo o tempo. Elas não são apenas verdade para mim, mas para todos. No entanto, eu sou um limitado, um ser finito com experiência circunscrita. Eu nunca fui capaz de perguntar a Sócrates ou, voltando mais atrás, a Abraão se ele usou os princípios lógicos que eu uso. Será que a lógica não era lógica antes de Aristóteles ter numerado todos os silogismos possíveis?
Parece, portanto, que, mesmo sendo finito, eu tenho em minha mente algo que é eterno. A lógica nunca começou e nunca irá acabar. E o mesmo com a matemática e a moralidade. Essas verdades eternas e imutáveis não podem ser abstraídas de qualquer matriz mutável. Elas não são o produto da razão subjetiva de um homem individual qualquer. Deve haver, portanto, uma razão eterna e imutável onde essas verdades tenham sua origem. Ou as verdades em si são Deus e Deus é a verdade; ou se há algo superior à verdade, então este ser superior é Deus. Em qualquer caso está provado que Deus existe.”
[Gordon H. Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa, Editora Monergismo, p. 54-55]

[...] Afinal, apenas Tomás de Aquino pode concorrer à posição de Agostinho de maior e mais brilhante de todos os filósofos cristãos. O estudante deve então como Agostinho relaciona a razão com a Fé, qual é o papel dos sentidos, se é possível conhecer os corpos, como uma pessoa pode se comunicar com outra, e quem pode ensinar o quê a quem. Entre parênteses, pode-se notar que Agostinho discutiu longamente os problemas decorrentes das invasões bárbaras e do saque de Roma em 410 d.C. E é claro, há o que ele considerava ser o mais importante de tudo - a teologia. Mas a maior parte disso deva ser omitida aqui, a existência de Deus é um dos grandes temas na filosofia da religião [...]
• Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 55

"Kant não pode alegar ter refutado a existência de Deus. Na verdade, ele mesmo insiste que ninguém pode refutar a existência de Deus, pois, como ele acredita, se todos os argumentos para a existência de Deus forem inválidos, ainda pode ser verdade que Deus existe".
• Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 63

Ele [Kant] não pode alegar legitimamente nesse ponto que ele refutou o argumento ontológico. O máximo que ele fez foi mostrar que o argumento é incompleto, ele pode dizer que Anselmo e Espinosa usam como premissa a proposição que pretendem estabelecer como uma conclusão. Mas em resposta Agostinho diria: "O Argumento é completo, pois nós demonstramos que é necessário pensar em Deus".
• Gordon Clark - Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 63

"Ou seja, um predicado que se associa a tudo sem exceção não tem sentido. Aqui está, pois, a conclusão: o predicado 'existência' pode ser associado a tudo, seja real ou imaginário, sem exceção. Sonhos existem, miragens existem, a raiz quadrada de menos um existe [...]
Similarmente, a pergunta que precisa ser feita sobre Deus não é se Ele existe, mas o que Ele é. Está claro que Deus existe. Enquanto um termo tiver ao menos algum significado indistinto, qualquer coisa existe. Mas faz uma grande diferença se Deus é um sonho, uma miragem ou a raiz quadrada de menos um. Espinosa não precisou provar que Deus existe. Seu argumento Importante foi que Deus é o Universo. Mas se Deus não é o Universo, se, ao contrário, Deus é o Criador e Juíz de todos os homens, então nós estamos lidando com questões substanciais em vezes de palavras sem sentido, tais como -existência-".
• Gordon H. Clark
'Três tipos de filosofia religiosa', p.67.

"O Dogmatismo aceita a revelação [escritura] como ela é. Ele, então, tenta sistematiza-lá e extrair suas implicações não expressas. O racionalismo, por outro lado, não aceita uma suposta revelação tal como está escrita"
• Gordon Clark - Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 68

"A razão pela qual Tomás não pôde deduzir a Trindade não foi nenhuma incapacidade inerente da mente, mas a falta de axiomas necessarios"
Gordon Clark - Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 78

"Se a razão de homem é capaz de dizer que a bondade de Deus implica a provisão de uma revelação sobrenatural, ela não precisa de tal revelação, sendo capaz de decidir igualmente bem o que a própria obtenção do bem por parte do homem requer, se ela é incapaz de apontar um caminho para salvação humana, ela é ainda mais em capaz de concluir alguma coisa sobre a providência infinita - essa última pode ser totalmente incomparável com nossas ideias finitas de bem e pode desapontar todas as expectativas que elas nos levaram a criar"
- Edwin A. Burtt, Types of Religious Philosophy p. 452.
"[...] A formulação do dilema de Burtt deixa o dogmático [escrituralista] intocado. Este [O cristão escrituralista] está bastante disposto a admitir que o homem não pode 'concluir nada sobre a providência infinita' a partir de bases não fundamentadas na revelação, e que as expectativas do homem são mais que propensas a serem frustradas [1]."
[1] O mesmo não sucede com os teólogos empíristas naturalistas, pois eles devem se opor a ideia de que o homem não pode chegar a conclusão da concepção do Deus cristão sem a escritura.
• Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa paginas: 69, 70 e 78
Frases em colchetes e observações enumeradas são ênfases minhas.

"O Dogmatismo não afirma a inabilidade do homem para construir silogismos válidos. Ele afirma, do modo mais seguro, a inabilidade do homem para deduzir CONTEÚDO TEOLÓGICO a partir de material não fundamentado na revelação"
• Gordon Clark- Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 79

Tomás de Aquino (1225-1274), rejeitando o racionalismo de Agostinho e de Anselmo, alterou completamente a filosofia da Igreja Católica Romana ao fazer do aristotelismo seu fundamento.
Gordon Clark

Na primeira sentença [de Tomás], percebe-se o empirismo: "É certo e evidente para os nossos sentidos" que alguma coisa está em movimento. Ao contrário de Agostinho, Tomás não admite ideias inatas ou intuições intelectuais. Todo conhecimento deve ser abstraído das nossas sensações. Étienne Gilson tem, em The Philosophy of St. Thomas Aquinas, uma seção bem escrita que caracteriza claramente a posição de Agostinho, relatando o repúdio de Tomás por ela e afirmando o empirismo básico dos estudiosos posteriores:
'O postulado em que eles [os argumentos de Agostinho e de Anselmo] estão baseados é que nós não podemos ter nenhuma ideia de Deus ou de uma verdade subsistente... a menos que essas ideias tenham sido implantadas em nós por Deus, ou melhor, a menos que elas fossem aquele mesmo ser e aquela mesma verdade compartilhada em um modo finito elo nosso entendimento humano.Em tal hipotese as provas a priori não podem prover qualquer transição da ideia ao ser; pois está sendo o que é o ponto de partida do argumento. Subjacente as criticas de S. Tomás, contudo, nós encontramos um postulado inteiramente diferente, a saber, que todo o nosso conhecimento se origina das intuições sensoriais'
Como a forma moderna mais simples do argumento cosmológico é igualmente baseada nos sentidos, o primeiro ponto da crítica, a saber, o postulado há pouco referido, será adiado para o momento posterior à exposição do material de Hume.
- Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 85 e 86

Tomás diz
"Se aquilo pelo que é movido for ele próprio movido, então também deve ser movido por outra coisa. Mas isso não pode ir ao infinito, porque então não haveria nenhum Primeiro Motor, e, consequentemente, nenhum outro motor visto que os motores subsequentes se movem apenas na medida em que são movidos pelo Primeiro Motor"
Mas isso que é dado como a razão contra a regressão infinita (e uma refutação da regressão infinita é essencial para a conclusão do argumento) é por si só a conclusão, isto é, deve haver um Primeiro Motor. Isso torna o argumento inválido por causa da circularidade.
Gordon Clark - Três Tipos de Filosofia Religiosa, P. 87

Tomás diz: "E esse todos entendem ser Deus. Barth responde: "E esse muito poucas pessoas entendem ser Deus"; em especial, nenhum cristão entende que o Primeiro Motor de Aristóteles é o Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Isso não irá provar a existência de algum tipo de primeiro princípio. Na verdade, não há nenhum ponto em defesa da necessidade de qualquer sorte de um primeiro princípio. Sobre isso, há um consenso universal. O ponto importante é determinar que tipo de primeiro princípio há. Ora, se o argumento de Tomás tivesse validamente provado a existência do Primeiro Motor de Aristóteles, teria sido provado que o cristianismo é falso. Um deus que não criou o mundo, que não sabe o futuro e possivelmente nem mesmo o presente e o passado, um deus que não pode falar aos homens, não evoca nenhum entusiasmo dos pensadores Cristãos. O Cristianismo precisa é do Deus Trino e Tomás (embora em certo sentido ele tente) não pode passar do Primeiro Motor para o Pai, Filho e Espírito Santo. Se um deus aristotélico satisfaria a um maometano ou a um budista é uma questão que cabe a eles responder. Mas o fato de que muitas religiões usem a palavra "DEUS" não mais significa que elas tenham alguma coisa em comum com o seu uso das palavras "primeiro motor".
Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa p. 89

"Se a causa for conhecida apenas pelo efeito, nós nunca deveremos atribuir a ela todas as qualidades além das que são precisamente requisito para se produzir o efeito"
David Hume
[...] Hume está disposto a admitir que um argumento causal¹ (se para propósito argumentativos puder haver tal coisa) pode provar a existência de algum tipo de deus ou deuses. Esses "possuiriam aquele grau preciso de poder, inteligência e benevolência, que aparecem em sua obra". E vito que seus arranjos incluem terremotos e maremotos em áreas habitadas, sua benevolência observável é limitada.
"Mas nada além disso pode ser provado... Na medida em que, no presente, os traços de quaisquer atributos aparecem, nós podemos concluir que esses atributos existem. A suposição de atributos adicionais é mera hipotese; muito mais a suposição de que em regiões distantes do espaço ou períodos de tempo, tem havido, ou haverá, uma exibição mais magnífica desses atributos... Sendo o conhecimento da causa derivado somente do efeito, eles devem estar exatamente ajustados um ao outro"
Hume observa que isso resolve, ou melhor, elimina o problema do mal. Esse antigo problema surge apenas na suposição de que um Deus Todo-Poderoso deseja a felicidade perfeita de cada indivíduo. Mas não apenas é impossível provar que Deus é onipotente, como também é impossível provar que Ele tem tal desejo. Nós o conhecemos apenas pela experiência e a experiência inclui terremotos². Ou mais geralmente,
"Há quaisquer marcas de uma justiça distribuitiva no mundo? Se você responde afirmativamente, eu concluo que, desde que a justiça aqui exerça a si mesma, ela é satisfeita³. Se você responde negativamente, eu concluo que você então não tem motivo para atribuir a justiça, em seu sentido próprio, aos deuses... [Você] não tem motivo para dar qualquer extensão particular, mas apenas tanto quanto você a veja, no presente, exercendo a si mesma.
Hume então considera a possibilidade de que as injustiças presentes no mundo irão ser equilibradas pelas recompensas e punições em uma cosumação celestial. Quando nós vemos uma construção meio acabada, não deduzimos que o construtor irá retornar para terminá-lá? Sim, nós o fazemos, pois já vimos antes construtores retornarem para concluir construções meio acabadas. É também porque nós vemos construtores retornarem que sabemos que uma estrutura está apenas meio acabada. Mas se nós nunca tivésssemos a experiência anterior, nós não poderíamos saber nem que um construtor iria retornar nem que a estrutura diante de nossos olhos está meio acabada. Esta é precisamente a nossa condição em relação ao mundo. Nós nunca vimo deuses voltando para terminar mundos meio acabados. Nós não sabemos se este mundo presente está apenas meio acabado. Portanto nós não temos razão para esperar por uma consumação justa, benevolente e celestial [4].
1 [primeiro motor, cosmológico, teleológico, etc...]
2 [esse é um problema que a apologética naturalista não consegue resolver, ela precisa recorrer a revelação e as escrituras, aqui o evidêncialista começa a apelar para autoridade da revelação, mudando dissimuladamente seu metódo apologético]
3 [mais uma vez o evidencialista falha por sua base empírica de mostrar o atributo divino de jutiça, pois muitas vezes a justiça não é feita na terra, nem pode ser comprovada pelos sentidos]
4 [essa é mais uma refutação ao metódo empirista de apologéta, o empirista não pode argumentar baseado nos sentidos como base, aqui ele precisa novamente apelar para a revelação como base, mas se a revelação é a base aqui ela se torna a base de todos os argumentos.
Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa, Paginas 91, 92 e 93
Obs. Os comentários em colchetes e referências adicionais númeradas são meus.

Tomás de Aquino e David Hume, com todas as diferenças nas conclusões, concordam que todo conhecimento é BASEADO na sensação.
Gordon Clark, Três Tipos de Filosofia Religiosa, p. 96


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O Jesus que zomba de religiosos e reis

O Jesus que ZOMBA dos Religiosos

Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi  quando ele e seus companheiros tiveram fome?  Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito  comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes?  Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado  e ficam sem culpa? Pois eu vos digo:  Mas, se vós soubésseis  o que significa:  Misericórdia quero e não holocaustos,   não teríeis condenado inocentes.  Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.
Mateus 12:1‭-‬5‭, ‬7‭-‬8

"Nunca lestes" Ué... vocês não leem a bíblia não?

Esta é uma resposta muito comum que Jesus usa quando ele está debatendo com os religiosos (Mateus 12: 5, 19: 4, 21: 6, 21:42, 22:31). O Evangelho de Mateus é escrito para Judeus e ele chama a atenção para o uso que Cristo faz dessa frase porque ele sabe que eles entendem a zombaria e intenção dele.

Jesus esta dizendo isso aos fariseus, cujo poder repousava sobre um conhecimento superior das Escrituras [eles alegavam e eram mestres da Lei]. Quando Jesus pergunta se eles "já leram as Escrituras" antes de explicar, é uma provocação de zombaria [por acaso vocês não leem as escrituras]. Eles leram; eles simplesmente não entenderam ou ignoraram o fato completamente por puro legalismo e ignorância. Este sarcasmo não é apenas zombaria mas também é estratégia. O modo público com que os fariseus confrontam Jesus é um jogo de poder destinado a dar-lhes a vantagem e estabelecer seu domínio. E ao provocar eles, Jesus assegura a todos os presentes que Ele não se intimida pela "autoridade" dos fariseus.

O Jesus que ZOMBA dos Religiosos a segunda vez

Por causa de qual bom trabalho você me pune? (João 10)

Os judeus pegaram pedras novamente para apedrejá-lo. Jesus respondeu: “Mostrei-lhe muitas boas obras do Pai; por qual deles me apedrejais? ”- João 10: 31–32

Jesus tinha acabado de afirmar que Ele e Deus eram um [ou seja que ele não era apenas um homem qualquer; nas o filho de Deus e o próprio Deus], e os judeu pegaram pedras para apedrejá-lo. É aí que Jesus se levanta com uma pergunta bastante atrevida "por qual das minhas boas obras voces vão me apedrejar?" Eles já estavam procurando oportunidade para pegar Jesus em um erro e a afirmação de Jesus de que ele era Deus deu a eles motivos para isso, então Cristo os lembra das muitas maneiras pelas quais Ele já estabeleceu quem Ele é. Se eles querem testar a veracidade de sua declaração, há muitas testemunhas que viram o que ele fez. Então, por causa de qual bom trabalho você planeja me matar? É um desdém bastante ousado para alguém que enfrenta uma multidão.

O Jesus que ZOMBA de Reis

Naquele momento alguns fariseus se aproximaram, dizendo a ele: “Vá embora, saia daqui, porque Herodes quer matar você.” E Ele disse a eles: “Vá e diga àquela raposa: 'Eis que eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã, e no terceiro dia eu alcanço meu objetivo. ' No entanto, devo viajar hoje, amanhã e no dia seguinte; porque não pode ser que um profeta pereça fora de Jerusalém. - Lucas 13:33

Jesus chama Herodes “aquela raposa”. Ele não chamou ele de raposa porque o considerou inteligente. As raposas eram destrutivas e impuras para os Judeus. Herodes reinou sobre os judeus e fingiu ser solidario com eles, mas era um homem perigoso, ardiloso e venenoso. Nosso Senhor não estava falando gentilmente. Este parece ser um bom momento para falar sobre o tom. Quando os cristãos falam sobre outros cristãos ou alguém com cargo importante, eles são frequentemente castigados por outros cristãos por causa da suposta "desonra". É como se a polidez para eles fosse a mais alta virtude cristã. Aqui vemos Jesus resumindo o caráter de Herodes com um epíteto, e se você ler as cartas de Paulo, Ele freqüentemente está chamando pessoas e grupos (leia Gálatas 5).

Você não pode proteger as ovelhas acariciando lobos.

Jesus continua fazendo uma das piadas mais secas e melancólicas de toda a Bíblia quando diz: “Não obstante, devo viajar hoje, amanhã e no dia seguinte; pois não pode ser que um profeta pereça fora de Jerusalém ”. Ele está basicamente dizendo:“ Eu sei que vocês judeus adoram matar seus profetas. Longe de mim não voltar a Jerusalém para lhe dar a oportunidade.

Jesus aqui zombou de Herodes duas vezes

1) Quando o chamou de raposa

2) Quando disse que nenhum profeta morria fora de Jerusalém [o que é sarcasmo, pois as vezes morriam sim] ele está dizendo que vai pra Jerusalém pois sabe que os Judeus iriam matar ele e ele irá lhes dar essa oportunidade.

Demolidor "Matt Murdock" e a Soberania divina



"O plano de Deus é como uma linda tapeçaria, e a tragédia de ser humano é que só conseguimos vê-los por trás, com todos os fios esfarrapados e, as cores turvas e que só temos um lampejo da verdadeira beleza que seria revelada caso pudéssemos ver todo o padrão do outro lado, como Deus é."
- Murdock, Matt. O Demolidor

O Silmarillion e a Soberania Divina




"Então, falou Ilúvatar e disse: - Poderosos são os Ainur, e o mais poderoso dentre eles é Melkor; mas, para que ele saiba, e saibam todos os Ainur, que eu sou Ilúvatar, essas melodias que vocês entoaram, irei mostrá-las para que vejam o que fizeram E tu, Melkor, verás que nenhum tema pode ser tocado sem ter em mim sua fonte mais remota, nem ninguém pode alterar a música contra a minha vontade. E aquele que tentar, provará não ser senão meu instrumento na invenção de coisas
ainda mais fantásticas, que ele próprio nunca imaginou."
O Silmarillion (Trecho da Canção dos Ainur)

Quem conhece na Teologia a doutrina da Soberania Exaustiva de Deus vai perceber que essa é uma Alusão

Iluvatar como sendo Deus, Os Ainur são os anjos, e Melkor é um tipo de Satanás, Iluvatar está dizendo que nem mesmo os planos Malignos de Melkor estão fora dos seus propósitos.

- Yuri Schein
[Repostagem de 2017]

domingo, 25 de novembro de 2018

Das Escrituras Sagradas

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.  E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
Mateus 7:24‭-‬27

Qualquer pedra fraca e mal colocada no alicerce de uma casa, pode causar uma catástrofe.

Estou vendo as escrituras como um grande quebra-cabeças e não existe abismo entre uma peça ou outra, a única coisa que existe é a falta de iluminação da mente que está estudando. Os pontos são todos interligados, Cristologia, Soteriologia, Escatologia (a lista não é exaustiva) se voce fizer uma exegese correta atraves da iluminação do Espírito, tudo cai no mesmo lugar, o mesmo acontece se você fizer uma exegese equivocada. E com isso eu percebo que quanto mais eu leio a bíblia e mais eu vejo uma porção de "óculos" usados para interpreta-la, mais eu vejo apenas réplicas do original, homens tentando de todas as maneiras encaixar as escrituras em sua teologia ao invés de deixar elas falarem por si mesmas. Qual é a minha recomendação quanto as coisas que parecem contraditórias na escritura? Seja intenso em ambas, nunca baixe um lado para elevar o outro, no momento certo, pela Graça de Deus através da Iluminação do Espírito Santo você vai perceber os equívocos de cosmovisão que te levaram a pensar assim, e você vai se surpreender que a maior parte das coisas que te levaram a se afastar da visão correta das escrituras são um punhado de preconceitos e ensinos de homens, principalmente dos seus ídolos teológicos.

Yuri Schein

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Por que Jesus disse ao Jovem Rico que só existe um bom que é Deus?

Por que Jesus disse ao Jovem Rico que só existe um bom que é Deus?

E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.
Marcos 10:18

Alguns arianos teimosamente usam esse versículo de Marcos para dizer que Jesus não é Deus, mas Jesus em outra vez disse que ele é bom e também diz que ele é manso e humilde de coração:

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
João 10:11

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Mateus 11:29

Então, o que Jesus quis dizer ao jovem rico? Jesus quis ensinar para ele que nenhum homem é bom! O jovem rico não se aproximou de Jesus como Deus, mas apenas como um mestre, o jovem rico disse "Bom mestre", não adianta nos aproximarmos de Jesus como bom mestre moral e não nos aproximar dEle como Deus! A Idéia de que Jesus não é Deus não pode salvar ninguém. Jesus só pode ser verdadeiramente bom se Ele for Deus, pois homem nenhum [criatura nenhuma] é bom (o próprio Senhor diz isso). A biblia diz que até mesmo aos seus anjos Deus atribui imperfeições - Jó 4.18

O Jovem rico estava com a teologia farisaica errada que ensina que existe ainda algo de bom no homem, e Jesus ao fazer a pergunta "Por que me chamas bom?" estava dizendo para ele: Não existe nada de bom no homem!

Para acabar de vez com a doutrina errada do Jovem rico O Senhor o testou, perguntou para o Jovem se ele conhecia a Lei e se ele a obedecia, pois se fizesse isso viveria; a biblia afirma que é impossível ao homem se justificar pela Lei, mas o Senhor mesmo assim estabeleceu o padrão para o Jovem Rico para o testar, o Jovem afirmou "Tudo isso tenho observado desde a minha mocidade" o Jovem Rico acreditava que ele era bom, por isso ele ainda acreditava que existia bondade nos homens, quando ele viu Jesus ele não conseguiu distinguir a diferença entre Jesus e os homens, pois para ele Jesus era apenas um mestre moral.

O Senhor estabeleceu a ele outro teste "Vende tudo que tu tem e dá aos pobres, depois vem e me segue" por que o Senhor fez isso?

Nesta ordem o Senhor estava subjetivamente colocando os dois maiores mandamentos da Lei "Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo" o Jovem rico não conseguiu nem amar a Deus sobre todas as coisas, pois amou as suas riquezas.

Mas o mais interessante é o que vem antes dessa ultima pergunta, antes do Senhor fazer a pergunta que afastou o Jovem, a biblia diz que Jesus o amou Mc 10.21 " E Jesus, fitando-o, o amou e disse"

O Amor de Jesus pelo jovem rico não omitiu o teste e a verdade, não omitiu a exposição da fraqueza da religiosidade do Jovem rico. Nós não devemos odiar os religiosos e Impíos, devemos amar eles, e levar eles a entender que sem O Senhor Jesus como Deus e Salvador de suas vidas eles não se salvarão.

A bíblia não diz se depois que o Jovem Rico foi embora, lá na frente se arrependeu e seguiu Jesus, na verdade a escritura não fala dele novamente, isso nos mostra que não devemos avaliar o nosso evangelismo se as pessoas religiosas estão nos seguindo ou não, quem seguia Jesus era a multidão de pecadores arruinados que se arrependiam. E em João 6, a biblia diz que MUITOS abandonaram Jesus por causa das palavras duras dEle. A verdade deve ser dita com amor, mas o amor jamais pode ser expressado sem a verdade. Nosso dever é fazer as pessoas olharem para Cristo e não para nós mesmos ou nossas próprias ideias, alguns religiosos fazem de Jesus um idolo moral igual o Jovem rico e não um salvador, não alguém que realmente morreu pelos nossos pecados nos quais nós temos uma salvação certa, nós não podemos aceitar um Jesus assim, pois estaremos agradando os religiosos e afastando os pecadores que são totalmente conscientes de seus pecados. Por outro lado, como Jesus fez com o Jovem rico, nós devemos fazer com os religiosos, ANTES DE FAZER A ULTIMA PERGUNTA JESUS OLHOU NOS OLHOS DELE E O AMOU, devemos nos perguntar se estamos respondendo a pergunta simplesmente para ganhar uma disputa ou se estamos fazendo isso se amamos a pessoa.

Yuri Schein

sábado, 28 de julho de 2018

A Justificação pela Fé nos ajuda a identificar Falsos Mestres e Falsos Profetas





Você confia em suas obras para a salvação e em seus esforços e obras para ser aprovado diante de Deus?

Tome cuidado com quem fica cobrando condutas morais dos outros e uma vida perfeita e "lapidada", elas buscam e procuram perfeição e pessoas perfeitas, elas querem que você mude seu jeito de ser, isso vem de uma ideia mundana de moralidade e não tem nada haver com os frutos do Espírito que crescem NATURALMENTE em nós.

Você acredita que ser uma pessoa honesta, pura, bondosa e virtuosa é o suficiente (como se fosse possível) para a salvação e para aprovação de alguém?


Um Maçom e um Ocultista também, e muitas pessoas acreditam que se purificam sozinhas do seu pecado, e que Jesus só foi um bom exemplo para alcançarem a salvação sozinhas por seus esforços.

De onde vem esse veneno do inferno que nos compra um padrão que Jesus disse que nenhum homem pode alcançar? Um esforço do homem para mudar a si mesmo, sendo que somente o Espírito Santo pode nos transformar, e ele faz isso mantendo a nossa personalidade e não nos amputando ou removendo de nós nossas nuances que o próprio Deus deu: Humor, Temperamento, etc? Isso é fundamento mistico dentro do pensamento farisaico, vem da falsa religião dentro da Igreja que cobra do homem moralidade. (Mateus 19.25-26), Em nenhum momento nos evangelhos Jesus disse que o homem pode ser salvo pelas obras, apenas demonstrou que seu padrão é transcendente, somente Ele através do Espírito Santo no homem que pode nos transformar - Fp 2.13

Alegar que somos salvos pelas obras é ir contra a doutrina da Graça de Deus e a justificação pela Fé, é tropeçar na pedra de tropeço como os judeus reprobos, é buscar um padrão de perfeição em você e nos outros, é agir dissimuladamente e colocar o véu da Lei na face para que os outros não vejam seus erros, mas Paulo diz que nós não precisamos de véu para fingir quem não somos, pois somos transformados aos poucos - Rm 9.30-33, 2 Cor 3.18

A Biblia é clara quando afirma que o homem é justificado somente pela Fé em Cristo sem as Obras: Rm 3, 4, 5, Ef 2, Gl 2, 3, 4...

A Salvação não pode ser obtida nem mantida por esforço do homem ela é uma dadiva divina, se você confia em seu moralismo ou nas suas obras pra ser salvo e para manter-se salvo, você não é Cristão, você está agindo como as pessoas de todas as religiões das obras confiando em sua justiça própria que procede dos altos padrões morais das religiões - Abra mão de sua justiça própria e confie somente em Cristo para a sua salvação, a salvação não pode ser ganha por obras nem mantida por obras, ela é um presente de Deus para todos aqueles que crêem Fp 3.9

Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Apocalipse 13.11

O Falso mestre tem Aparencia de Cordeiro mas quando abre a boca fala como Dragão, ele dá evidencias e boas obras (veja os espíritas por exemplo, eles são exemplo pra sociedade, mas quando abrem a boca proferem todo tipo de blasfêmias contra a palavra de Deus)

A Aparencia de cordeiro coloca a o enfoque em ele tentar ser similar ao cordeiro e em imitar boas obras, da mesma maneira que a meretriz (babilônia de Apocalipse) tem um copo de ouro na mão que aponta para boas obras e divindade, mas dentro do copo existe todo tipo de imundicia. Ou seja, eles similam aquilo que não são, não faz parte da natureza dele.

A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição.
Apocalipse 17:4

A arvore dá fruto no tempo determinado e não toda hora, na estação certa ela dará fruto, assim é todo aquele que nasceu de novo, ele não tem uma vida perfeita sempre, mas na estação certa o Espírito gera fruto nele, já uma arvore de plastico, uma arvore falsa sempre tem fruto, mas esse fruto não tem realidade nenhuma - Mt 7

Texto Yuri Schein