sábado, 28 de julho de 2018

A Justificação pela Fé nos ajuda a identificar Falsos Mestres e Falsos Profetas





Você confia em suas obras para a salvação e em seus esforços e obras para ser aprovado diante de Deus?

Tome cuidado com quem fica cobrando condutas morais dos outros e uma vida perfeita e "lapidada", elas buscam e procuram perfeição e pessoas perfeitas, elas querem que você mude seu jeito de ser, isso vem de uma ideia mundana de moralidade e não tem nada haver com os frutos do Espírito que crescem NATURALMENTE em nós.

Você acredita que ser uma pessoa honesta, pura, bondosa e virtuosa é o suficiente (como se fosse possível) para a salvação e para aprovação de alguém?


Um Maçom e um Ocultista também, e muitas pessoas acreditam que se purificam sozinhas do seu pecado, e que Jesus só foi um bom exemplo para alcançarem a salvação sozinhas por seus esforços.

De onde vem esse veneno do inferno que nos compra um padrão que Jesus disse que nenhum homem pode alcançar? Um esforço do homem para mudar a si mesmo, sendo que somente o Espírito Santo pode nos transformar, e ele faz isso mantendo a nossa personalidade e não nos amputando ou removendo de nós nossas nuances que o próprio Deus deu: Humor, Temperamento, etc? Isso é fundamento mistico dentro do pensamento farisaico, vem da falsa religião dentro da Igreja que cobra do homem moralidade. (Mateus 19.25-26), Em nenhum momento nos evangelhos Jesus disse que o homem pode ser salvo pelas obras, apenas demonstrou que seu padrão é transcendente, somente Ele através do Espírito Santo no homem que pode nos transformar - Fp 2.13

Alegar que somos salvos pelas obras é ir contra a doutrina da Graça de Deus e a justificação pela Fé, é tropeçar na pedra de tropeço como os judeus reprobos, é buscar um padrão de perfeição em você e nos outros, é agir dissimuladamente e colocar o véu da Lei na face para que os outros não vejam seus erros, mas Paulo diz que nós não precisamos de véu para fingir quem não somos, pois somos transformados aos poucos - Rm 9.30-33, 2 Cor 3.18

A Biblia é clara quando afirma que o homem é justificado somente pela Fé em Cristo sem as Obras: Rm 3, 4, 5, Ef 2, Gl 2, 3, 4...

A Salvação não pode ser obtida nem mantida por esforço do homem ela é uma dadiva divina, se você confia em seu moralismo ou nas suas obras pra ser salvo e para manter-se salvo, você não é Cristão, você está agindo como as pessoas de todas as religiões das obras confiando em sua justiça própria que procede dos altos padrões morais das religiões - Abra mão de sua justiça própria e confie somente em Cristo para a sua salvação, a salvação não pode ser ganha por obras nem mantida por obras, ela é um presente de Deus para todos aqueles que crêem Fp 3.9

Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Apocalipse 13.11

O Falso mestre tem Aparencia de Cordeiro mas quando abre a boca fala como Dragão, ele dá evidencias e boas obras (veja os espíritas por exemplo, eles são exemplo pra sociedade, mas quando abrem a boca proferem todo tipo de blasfêmias contra a palavra de Deus)

A Aparencia de cordeiro coloca a o enfoque em ele tentar ser similar ao cordeiro e em imitar boas obras, da mesma maneira que a meretriz (babilônia de Apocalipse) tem um copo de ouro na mão que aponta para boas obras e divindade, mas dentro do copo existe todo tipo de imundicia. Ou seja, eles similam aquilo que não são, não faz parte da natureza dele.

A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição.
Apocalipse 17:4

A arvore dá fruto no tempo determinado e não toda hora, na estação certa ela dará fruto, assim é todo aquele que nasceu de novo, ele não tem uma vida perfeita sempre, mas na estação certa o Espírito gera fruto nele, já uma arvore de plastico, uma arvore falsa sempre tem fruto, mas esse fruto não tem realidade nenhuma - Mt 7

Texto Yuri Schein

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Romanos 11 é uma prova que a Salvação pode ser perdida?


Texto de John Hendryx

Recentemente um visitante estava me dizendo que a discussão em Romanos 11 de "ramos sendo cortado" era a prova definitiva de que uma pessoa poderia perder sua salvação. Que nenhuma quantidade de explicação poderia provar o contrário. Mas se olharmos para o contexto, a própria passagem pode, à primeira vista, parecer mesmo ser contraditórias. Pois como poderia o apóstolo Paulo escrever sobre ramos serem cortados (v.22), e em seguida, na mesma inspiração mudar e dizer que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis? (V.29) O que seria isso? Paulo está nos dizendo que um cristão pode perder sua salvação, ou ele está dizendo que Cristãos regenerados tem garantia de uma herança eterna? Ou algo completamente diferente?

Dê uma olhada em Romanos 11. Ele fala de Israel, que se endureceu em parte, e era um ramo que foi "cortado fora" por causa da incredulidade generalizada (vs. 20). Paulo, então, admoesta os gentios a "continuar na bondade" Caso contrário, eles também seriam cortados." (V. 22)

Se entendermos a metáfora da oliveira vamos ter uma compreensão mais completa do texto. Isso pode ser algo que vale a pena estudar mais profundamente, mas por razões de brevidade vou simplesmente dizer o seguinte: Romanos 11 ampliou a discussão de salvação individual que vimos em Romanos 9 a uma fala de grupos de pessoas que corporativamente se juntaram no relacionamento de aliança com Cristo - grande escala, a perspectiva do grande-retrato da época o tempo da eleição soberana de Deus de seu favor aos judeus ou gentios, quando Ele soberanamente escolhe transmitir a fé e redenção de uma ou outra destas entidades corporativamente. E assim como a Bíblia diz, não os filhos de Abraão por descendência física são filhos de Deus, mas apenas os filhos da promessa são assim considerado (Rm 9.8).. assim também nem todas as pessoas que estão na igreja visível são "descendência de Cristo", mas apenas o filhos da promessa. Mas Paulo avisa se os gentios começarem a diminuir de forma massiva na fé, Deus pode cortá-los e enxertar os israelitas de volta. Isso não está falando de um indivíduo, perder a salvação e, em seguida, chegando a fé novamente depois de um longo período de incredulidade (como seria o caso de Israel corporativo nesta passagem). Não, é por discutir a grande figura do plano de Deus para a salvação de grupos de pessoas, especialmente judeus e gentios. Que Deus endureceu judeus em parte por um tempo (exceto para os eleitos entre eles) (veja Romanos 11: 7-11) e Deus fez isso para os gentios pudessem se beneficiar por um tempo ... e, em seguida, após o número total do gentios vierem para Deus declara que ele poderá trazer corporativamente os judeus novamente.


O mais importante aqui, no contexto desta passagem, o apóstolo Paulo está dirigindo seus comentários a um corpo de gentios, salientando o fato de que o tempo da eleição dos judeus ou gentios de Deus é por sua própria decisão e uma questão de sua própria autoridade soberana. Também que Deus pode mover sua eleição para ou de judeus ou gentios em um momento que quiser. Dando-lhes (aos gentios) o aviso justo que a fidelidade seria o caminho a percorrer. Isso não está falando de indivíduos particulares como se Deus estivesse dizendo que ele tem a intenção de arrancar salvação de você ou o seu vizinho, mas sim em direção (ou longe) dos judeus ou gentios como grupos de pessoas.

No mundo ocidental, muitas vezes, existe uma tendência de personalizar este texto, bem como outros. Mas o texto aqui está claramente falando de favor corporativa (ou desfavor) no plano de Deus.
Para resumir e personalizar; Deus tem autoridade para remover o castiçal (Ap 2: 5), de nações, tribos e povos em um momento de sua escolha soberana. Gentios que são cristãos professos estão corporativamente em aliança com Cristo assim,  acreditamos que Romanos 11.16-24 está falando mais sobre a questão da eclesiologia coletiva, não de salvação individual. Esta passagem é um aviso para um corpo coletivo, a igreja visível, que é corporativamente unido a Cristo em uma relação de aliança, mas isso não significa que cada indivíduo é salvo e undido com Cristo. "A união com Cristo" aplica-se aos eleitos, e somente aos eleitos. Para eles, "... os dons e o  chamamento de Deus são irrevogáveis." vs 29. Mas desde que não-membros podem optar apostatar da aliança, Cristo claramente parece não ter eleito esses ramos [cortados] (João 15: 2-12; 15: 6, [leia também João 15.16,19]) e enquanto elas são unidas externamente em aliança com Cristo, uma vez que tem professado fé em Jesus e terem recebido o sinal da aliança no batismo, mas a fé de alguns é espúria porque eles nunca foram verdadeiramente salvos em união com Cristo (1 João 2:19). Portanto, a questão realmente não é se a Bíblia parece dizer que um crente pode perder sua salvação ou não. sim a sua se uma pessoa tem de fato salvação em primeiro lugar.
Há muitos cristãos professos que simplesmente não acreditam em algum elemento do Evangelho. É possível que eles ainda estão, em parte, confiando em sua própria justiça, ou eles realmente não acreditam na ressurreição física, ou talvez rejeitam a ideia de que Jesus é a segunda pessoa eterna da Trindade, ou não afirmam que Jesus é uma substituição sem pecado e, portanto, o único sacrifício aceitável pelos nossos pecados. Talvez eles gostem da idéia de um Jesus todo-amoroso, mas com outras perfeições encontram-se de maneira preocupante.




segunda-feira, 12 de março de 2018

Exposição de 1 Pedro 2.9-10

Lendo agora a primeira epístola de Pedro no versos 1-2 do primeiro Capítulo o Apóstolo diz:

"Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da *Dispersão* no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas"
1Pedro 1:1‭-‬2

E no verso 9 e 10 do Capítulo 2 ele diz:

"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, *não éreis povo*, mas, agora, *sois povo de Deus*, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia."
1Pedro 2:9‭-‬10

O primeiro pensamento que vem se ler apenas esses dois versos do Capítulo 2, é que ele  estaria falando com gentios aqui porque ele fala dos que _não eram nem povo_.

Mas analisando o primeiro Capítulo quado ele se refere a dispersão, ele está se referindo ao momento em que os judeus começaram a sair de Jerusalém, e também os judeus que estavam dispersos antes mesmo da destruição de Jerusalém. Ou seja, a carta não é para gentios apenas (como podemos ouvir argumentos por aí) mas sim com todos os cristãos [Judeus e Gentios].

Veja agora a observação de Pedro:

*Não eram nem povo* ele está usando o fato desses dispersos não terem cidade própria  alguma aqui na terra e nenhum vínculo mais próximo com os religiosos judeus que residiam em Jerusalém. Porém essa analogia é usada no sentido de que AGORA ELES SÃO POVO DE DEUS, sendo eles judeus ou não, antes eles não eram povo, mas agora que Deus os chamou *das trevas para sua maravilhosa luz* em Cristo eles são povo de Deus. O que distingue esses dispersos dos outros judeus é o _chamado_ de Deus. Isso mostra que Deus chama pessoas específicas para serem seu povo.

*Não haviam recebido a misericórdia, mas agora alcançaram* Mesmo que eles fizessem parte da linhagem sanguínea judaica, Deus não havia derramado misericórdia sobre eles ainda (Rm 9.11-24) e pouco importava para isso ter linhagem sanguínea judaica (Jo 1.13), logo a misericórdia divina aqui se manifesta individualmente, mesmo para os dispersos judeus ou gentios (para os quais muito provavelmente foi escrita a carta).

Pedro os estava lembrando que a sua Pátria era celestial mesmo que eles não tivessem Pátria alguma aqui nessa terra, Isto é algo muito plausível, pois a perseguição a igreja era forte nesta época, os cristãos muitas vezes foram desterrados, perseguidos e mortos.

Isso demonstra que essa carta não é especificamente para os gentios cristãos, mas também, e talvez principalmente, para judeus cristãos, você pode me dizer:
- Ok! Yuri, mas o que tem haver.

- Tudo!

Pedro está demonstrando que os judeus também necessitavam ser resgatados das Trevas para a maravilhosa luz evangelho, também precisavam ser transformados em povo de Deus, e também careciam da sua misericórdia. E significa que a interpretação sinergista de Romanos 9 diz que Deus Resolveu ter misericórdia da massa gentilica em si, e a eleição estaria falando de nações e não de indivíduos, não faria sentido nenhum, Pedro chamá-los (os judeus da dispersão desta carta) de Eleitos (1 Pe 1.2), chamados (1 Pe 2.9) não era um povo mas agora são povo (1 Pe 2.10), não haviam alcançado misericórdia mas agora alcançaram (1 Pe 2.10).
Este texto vai contra o entendimento de que a eleição é de nações ou de povos, pois *tanto judeus quanto gentios não eram nem povo*.
Ou seja, nenhum homem antes de ser chamado por Deus possuía luz, pelo contrário, Pedro diz antes eles estavam em Trevas, nem sequer mesmo os judeus eram um povo sem antes ser enxertado em Cristo, e nem mesmo os judeus antes haviam recebido misericórdia, mas estes eleitos segundo a presciência de Deus pai receberam 1 Pe 1.1-2; 1 Pe 2.9-10


*Yuri Schein, exposição de 1 Pedro 2.9-10*

sábado, 10 de março de 2018

Apostasia - Hebreus 6 e 10

O Autor de Hebreus no Capitulo 6 e Capitulo 10, usa uma linguagem forte e fenomenológica, pois ele trata com pessoas que estavam no nosso meio e experimentaram dons e dadivas espirituais que nem mesmo os impios experimentaram, eles chegaram a ter sua mente renovada para arrependimento porém nunca se arrependeram de fato, foram participantes do Espírito Santo por meio da comunidade e da fé que professaram porém nunca foram regenerados, são pessoas que externamente tiveram maiores oportunidade do que os impios, porém viveram novamente em pecado deliberado, pecado de calcar os pés o sangue do Filho de Deus e ultrajar o Espírito da Graça, eles rejeitaram abertamente a oferta do Evangelho.
Como o Apostolo João fala a respeito dos Anticristos (que negam a humanidade, divindade ou suficiência de Cristo).
Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.
1 João 2:19
Se fosse possível que um crente regenerado perecesse todos pereceriam, mas é Deus que nos segura em suas mãos (João 10;27-30), Ele que nos Elege (Ef 1.4-5, Rm 8.28-30, Rm 9.11-24, 2 Ts 2.13) Ele que garante a nossa salvação e ele quem termina a obra que ele começa (Fp 1.6, Jd 1.24, Hb 13.20-23) Se fosse possivel que um dos Eleitos que foram amados antes da fundação do mundo, regenerados e justificados se perdessem então a biblia seria uma contradição, "uma mentira, e não existe nada digna nela de aceitação ou confiança" como diria Charles Spurgeon.
Yuri Schein

sábado, 10 de fevereiro de 2018

"O LIVRE-ARBÍTRIO SEGUNDO JONATHAN EDWARDS".




"Segundo Edwards a vontade é definida como o princípio e o poder da mente humana por escolher ou recusar alguma coisa.Ele afirma que a vontade é determinada por motivos,é tudo o que move,excita ou convida a mente,de conclui que a vontade é determinada pelo o maior motivo e inclinação presente,é importante lembrar que motivo para Edwards não é o mesmo que desejo,e sim um conjunto que desperta desejo.

Edwards dedende um determinismo diferente de um determinismo mecânico de relação de causa-efeito pertinente à física,e sim um determinismo que apresenta fatores causais,que contribuem para a ação humana.

Na visão de Edwards se sustenta se uma escolha está ligada ao motivo,então existe uma necessidade para todos os atos da vontade.Ele objeta e classifica a necessidade em duas partes.
1.Necessidade natural.
2.Necessidade moral.
1>>surge de causas naturais como: disposições do coração,hábitos e motivos morais.
2>>surge de dentro da mente humana,partindo de causas morais.
Neste ponto ele parte da doutrina do pecado original como referencial,e afirma que posterior a queda do homem houve a depravação que o leva para inclinações más e viciosas,e isto resulta em um círculo vicioso.

Diante dessa incapacidade moral estabelece-se a culpabilidade do homem,se essa incapacidade e agir de forma diversa e determinada pela necessidade naturam(coação de um terceiro),não há que se falar em culpabilidade ou responsabilidade para o agente,mas quando determinada pela sua incapacidade moral não há como isentá-lo.

Para os arminianos o ponto fundamental é a liberdade,eles sustentam que se o homem não absolutamente livre para escolher,e havendo alguma determinação prévia às suas escolhas não pode haver responsabilidade moral.Edwards responde os defensores do livre-arbítrio,que para existir uma vontade livre,três alegações deveriam ser verdadeiras.
1.Que a vontade se não fosse determinada por nada,a não ser por ela mesma,não se pode definir um ato como louvável ou condenável,já que conceitos como virtude e depravação se perdem quando se tratam de escolhas aleatórias.
2.Que a mente humana fosse indiferente no momento da escolha,para Edwards essa questão é absurda e contraditória,pois a vontade humana não pode ser indiferente ao objeto de escolha,ou seja,se fossemos absolutamente indiferentes ao aobjeto de escolha não conseguiríamos escolher nada.
3.Que a determinação da vontade fosse contigente(não causada),ou seja,não exigiria ou determinaria os atos do homem,pois atos contigentes por parte de criaturas que estão diante de um Deus onipotente e onisciente.

Fontes: The Freedom Of The Wiil e Original Sin de Jonatha Edwards,retirado e resumido do texto de Paulo Afonso Nascimeno Castelo.

___Augusto Campello

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Toda queda é completamente nossa, mas toda a salvação vem do Senhor

A visão de que apenas o espírito do homem desligado de Deus, e que somente por isso a alma se tornou o cerne do homem, transformando a alma, que conhecemos como o ego, o mal em si mesma apenas pelo fato de que o espírito foi desligado, seria adentrar alguns passos do gnosticismo, ascetismo e das demais seitas filosóficas orientais onde a matéria e desejos naturais são malévolos em si mesmos e somente aquilo que é definido como transcendental é algo genuinamente espiritual. Eis pois o erro, pois quando Adão caiu isto afetou completamente o ser humano: espiritualmente em sua comunhão com Deus, em sua alma seus pensamentos emoções e volição, e em seu corpo trazendo degeneração, doenças envelhecimentos e vícios.

Logo, a queda de Adão afetou ele completamente, espírito, alma e corpo.

Todas as partes do ser humano foram afetadas pela queda e arruinados pelo pecado, por isso o homem precisa ser completamente salvo, seu espírito precisa ser regenerado, sua alma precisa ser santificada (transformada) e seu corpo precisa ser disciplinado. Assim como o corpo não é ruim por si mesmo como um tijolo não é ruim por si mesmo, podemos fazer de um tijolo uma arma ou construir uma casa. Assim se dá também com a alma, porém o cerne do homem é o espírito, e tendo espírito regenerado e amalgamado com o Espírito Santo recebendo assim habitação divina, é por meio do Espírito Santo a alma é transformada por meio da revelação da justificação, (Romanos 8.1), também é por meio do Espírito Santo que a carne é subjugada (Romanos 8.13-14),  e foi por meio do Espírito Santo que recebemos a adoção de filhos e também fomos regenerados - (Romanos 8.16).

Lidar com a salvação de maneira separada sem este entendimento de que a a salvação em todas as áreas do ser humano é obra do Espírito Santo, pode nos levar a prática de obras mortas tendo em vista a nossa santificação, sendo que a própria Santificação e transformação da Alma vem por meio de uma iluminação do Espírito Santo na mente através da pregação da palavra de Deus, bem como as Regeneração veio por meio do Espírito Santo através da pregação da palavra de Deus, e por fim o que diremos sobre o ato de subjulgar o nosso corpo, que segundo o apóstolo Paulo também é uma obra plenamente exclusiva feita na força do Espírito Santo que habita em nós (Romanos 8.13-14)

Filipenses 2.13, Zacarias 4.6

Yuri Schein

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A Reprovação divina


É um fato que quando Cristo veio ao mundo, os que o seguiam e se tornaram seus discípulos eram pessoas que não eram das mais populares, nem das melhores e a maioria não eram das mais estudiosas, e a maioria dos que o rejeitaram eram fariseus, conhecedores das escrituras, isso nos mostra que Deus em sua SOBERANIA decidiu se revelar aos menores e pequenos, e não aos grandes, porém este padrão da escolha divina não deve ser levado ao pé da Letra, ele é uma DEMONSTRAÇÃO divina de sua Glória, não em escolher aqueles que são melhores ou aqueles que respondem melhor, mas em escolher os que aos olhos dos homens não possuem nada de interessante e são desprezíveis... afinal Jesus escolheu Mateus que era coletor de impostos, embora tivesse muitas faculdades e capacidade mental e provavelmente soubesse tanto escrever como fazer cálculos e ler, era tanto pecador como os outros, bem como Escolheu Paulo que era Fariseu, e segundo o Zelo da Lei irrepreensível, porém ele mesmo tinha pecados, ele mesmo diz que Deus morreu por nós  (inclui a si mesmo) sendo nós ainda pescadores - Romanos 5.8, Paulo também se nomeava o principal dos pecadores. Demonstrando então, que não havia nada que ele fizesse de bom, ou resposta que ele desse para que Deus o escolhesse, porém permanece o fato que Deus escolheu (em sua maioria) os que aparentemente ao mundo seriam desprezíveis e inclusive incautos, tudo isso para exibição da Sua Glória... não porque eles eram mais humildes que os demais, pois até mesma a suas posições sociais e familias foram determinadas por Deus.

Farei 3 observações


1) Quem determinou que os fariseus seriam fariseus? Nasceriam em Famílias mais prósperas etc? Sendo que também a maior parte do Sinedrio era de pessoas importantes com poder aquisitivo?

2) Os profetas do antigo testamento, bem como Paulo dizem que Deus que enviou a cegueira sobre essa soma de judeus para que não cressem em Cristo - Leia Romanos 11.1-11, Isaías 1 etc...

3) Jesus diz que Deus revelou as coisas aos não instruídos e ocultou dos sábios - Mateus 11.25-30, Paulo ressoa isso em 1 Cor 1.26-30, E Tiago fala que Deus ESCOLHEU os pobres deste mundo para serem ricos na Fé: Tiago 2.5

Deus tem o Prazer de colocar o Pobre ou "louco" (aos olhos dos homens) como diz Paulo, ou aquele que todos desprezam no mundo, e escolher esse mesmo para fazer a sua obra e ser membro da sua Igreja.

A Grande verdade é que ninguém pode se orgulhar de nada, os pequeninos também não eram diferentes dos homens que Deus não escolheu,  Deus escolhe livremente sem ver resposta Boa deles, pois eles também não dariam. Além disso, você pode perceber que Paulo, José de Arimateia e Gaio por exemplo, São homens instruídos que eram sábios e tinham grandes qualidades, mesmo assim Deus os escolheu, isso aponta para a escolha incondicionada de Deus, ou seja, Deus escolhe os pobres e os que não são, para demonstrar sua Glória, mas ele também pode escolher pessoas cultas para demonstrar sua Glória, e também pode escolher um fariseu como Paulo para demonstrar sua Glória. Tem tudo haver com ele.

A reprovação divina nada tem haver com conhecimento ou ausência dele, embora Deus na sua infinita Graça, tenha escolhido em grande parte os menos capacitados, tudo isso tendo em vista DEMONSTRAR Sua Glória e auto-suficiência, e tendo em vista demonstrar seu poder eletivo Deus exibe e traz a si pessoas soberbas e arrogantes [aos olhos dos homens], as quais ele mesmo escolheu, eu digo aos olhos dos homens, pois largados em nossa própria miséria e ruiná de pecado todos nós seríamos Arrogantes e soberbos ao máximo, sendo a própria Graça de Deus e seu governo régio através das circunstâncias que nos freia. Outros porém Deus deixa ir longe na auto-suficiência (como fez Paulo) mas sua Graça eletiva também os persegue e alcança. Afinal a Eleição alcançou, porém os outros são endurecidos - Romanos 11.1-7

A conclusão é que não sabemos quem Deus escolheu, ele escolhe desde o intelectual até o menos culto, sendo essas condições desconhecidas por nós, devemos não tem a presunção de pensar que somos eleitos simplesmente pelo fato de conhecermos a doutrina da predestinação ou termos algum conhecimento intelectual e teológico deste fato, pois isso não nos garante nada, a  prova que temos (pessoal) é o testemunho do Espírito Santo em nosso espírito de que somos filhos de Deus, e que tudo que a escritura diz ao nosso respeit é definitivo para nós.

Yuri Schein