Por Yuri Schein
Por um eco da Luz do Justo
Irmão, chega de ilusão.
O homem moderno quer o impossível: colher os frutos da verdade enquanto arranca as raízes do Fundamento. Deseja lógica sem o Logos, razão sem Razão Absoluta, moral sem Legislador e conhecimento sem Revelação. É o delírio do rebelde que corta o galho onde está sentado e ainda se acha intelectual por isso.
Esse projeto não é apenas falho. É metafisicamente impossível.
A própria existência da verdade já é um testemunho esmagador contra a incredulidade.
A verdade existe. Negá-la é suicídio racional. Quem afirma “não existe verdade absoluta” pretende que sua afirmação seja absolutamente verdadeira. O cético vive do capital intelectual que tenta destruir. Sem verdade objetiva não há argumento, filosofia, ciência ou debate racional — apenas ruído.
A verdade não apenas existe. Ela é objetiva, necessária, universal, imutável e eterna. “2+2=4” nunca começou a ser verdadeira e jamais deixará de sê-lo. A lei da não-contradição não depende de cérebro, cultura ou consenso. Se a verdade mudasse, toda inferência científica e toda racionalidade ruiriam. A própria ciência só funciona porque pressupõe verdades permanentes.
Chegamos ao ponto decisivo.
Toda verdade é proposicional. Uma proposição não é tinta, som ou impulsos elétricos — essas são apenas veículos. A proposição é o próprio significado. E significado não é propriedade da matéria. Nenhum microscópio detecta justiça. Nenhum neurônio contém, em si, o conceito de ressurreição ou número. Eventos físicos acontecem. Eles não significam.
Significado pressupõe mente. Uma proposição sem mente é contradição. O platonismo impessoal também fracassa: abstrações eternas não pensam, não conhecem e não fundamentam nada. Verdades eternas só podem existir como pensamentos eternamente conhecidos.
Nenhuma mente criada serve de fundamento. Nossa mente é contingente, falível, mutável. Antes do primeiro homem, deixaria de ser verdadeiro que Deus criou os céus e a terra? Quando o último morrer, desapareceriam as verdades matemáticas? Absurdo.
Portanto, existe necessariamente uma Mente Eterna, Necessária, Infinita, Imutável, Onisciente e Pessoal — fundamento de toda verdade. Nela toda proposição verdadeira é conhecida perfeitamente desde a eternidade.
É por isso que podemos conhecer: nossa racionalidade finita participa da racionalidade original dAquele em cuja imagem fomos criados.
Por isso Cristo pode dizer com autoridade divina:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6).
Nele “estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Colossenses 2:3).
O incrédulo não rejeita este argumento por falta de evidências. Ele o rejeita porque ama mais as trevas do que a Luz (João 3:19). Sua incredulidade não é intelectual — é moral. Ele suprime a verdade em injustiça (Romanos 1:18), usando a razão que Deus lhe dá para declarar guerra ao seu Criador.
Não existe neutralidade.
Toda lógica pertence ao Logos.
Toda verdade pertence a Deus.
Toda filosofia termina diante do trono de Cristo.
Soli Deo Gloria.
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