Por Yuri Schein
O homem natural odeia a soberania de Deus.
Ele tolera um Deus que “oferece”, que “convida”, que “espera a decisão”.
Mas treme diante do Deus que decreta, escolhe, regenera e causa até o próprio ato de crer.
O livre-arbítrio não é uma doutrina bíblica.
É a última muralha do orgulho humano disfarçada de piedade.
A Escritura é clara e sem rodeios:
> “Não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de Deus, que usa de misericórdia.”
> (Romanos 9:16)
> “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer.”
> (João 6:44)
> “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”
> (Efésios 2:8)
O “isto” não se refere apenas à graça.
Refere-se ao conjunto: graça + fé.
A fé não é a contribuição do homem.
É o fruto da regeneração soberana.
Quando o evangélico contemporâneo afirma que “Deus respeita o livre-arbítrio”, ele está dizendo, na prática, que a vontade humana é uma força causal independente.
Isso é ocasionalismo às avessas: o homem causa e Deus apenas “responde”.
É a inversão total da ordem revelada.
Não existe causalidade real na criatura.
Só existe ocasião.
Deus é a única causa eficiente.
O homem não “escolhe” a Cristo no sentido ontológico.
Ele é tornado capaz de escolher porque Deus primeiro o regenerou, abriu o coração e criou a fé.
O livre-arbítrio libertário é uma ficção filosófica.
O livre-arbítrio compatibilista ainda tenta preservar uma autonomia que a Escritura não concede.
Só o ocasionalismo bíblico é coerente: Deus causa o querer e o efetuar (Filipenses 2:13), e o homem age como agente moral responsável exatamente porque Deus assim decretou.
Quem ainda defende o livre-arbítrio como fundamento da salvação não está apenas errado teologicamente.
Está idolatrando a própria vontade.
O evangelho não é “Deus fez a parte Dele, agora faça a sua”.
O evangelho é: Deus fez tudo.
Inclusive a sua fé.
Soli Deo Gloria.
