Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito. Provérbios 4:18
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Expiação Definida (A Poderosa e completa obra de Cristo)
Algumas pessoas pensam tratam a expiação definida como se fosse um ponto colocado forçosamente em meio as doutrinas da Graça, elas pensam que ela é aquele sujeito indesejado que não deveria estar junto com a família, quando era Arminiano perguntei à um Calvinista: "Por que você crê na expiação limitada" à resposta dele foi chocante pra mim: "Eu creio pois ela é a consequência lógica e filosófica dos outros pontos", apesar de crer na expiação definida hoje essa resposta continua sendo chocante e vazia, a sistematização de uma doutrina muitas vezes pode remover a beleza da doutrina, é esta beleza que eu quero procurar enxertar neste texto, pela graça de Deus.
Definida ou Limitada?
As pessoas gostam de acusar os cristãos que creem nas doutrinas da graça de limitarem a Cruz, eu mesmo já fiz essa afirmação "Vocês serram os braços da Cruz, e a unica coisa que resta é a estaca" com esta afirmação eu sentia no meu coração piamente que a expiação definida limitava a obra de Cristo e roubava da sua obra o amor divino por toda a humanidade, hoje vejo como eu estava enganado, porém eu baseava essa minha afirmação na vida e nos tipos de abordagem que alguns calvinistas usavam, pareciam esta fazendo apenas proselitismo por sua doutrina e eram vazios de evangelismo, infelizmente não posso negar que existam muitos reformados (principalmente os que estão conhecendo agora as doutrinas da graça) que possuem justiça-própria por sua doutrina, mas isso não significa que haja a necessidade de todos que abracem as doutrinas da graça serem ignorantes ou insensíveis.
Os que atacam essa doutrina gostam do termo "limitada", eles ressaltam o fato de que Cristo não morreu por todos, logo a expiação é limitada, porém essa acusação os tira da frigideira e os leva para o fogo; se a expiação da doutrina calvinista é limitada em números, então a expiação arminiana é limitada em eficácia pois na doutrina arminiana ela não garante salvação. Mesmo assim, o termo que acredito ser o melhor usável é expiação definida e a afirmação é esta, nós não cremos que a obra de Cristo tenha um poder limitado, existe poder na obra de Cristo para apagar todos os pecados "de 10.000 mundos" como diria Spurgeon, mas ela é eficiente apenas para aqueles pelos quais o Pai e Cristo tiveram a intenção de que Cristo desse a sua vida. Logo a expiação não é limitada em seu poder ou até mesmo alcance, ela não é limitada pelo homem, mas pela Intenção de Deus, já no arminianismo o que limita a expiação é a vontade do homem.
Qual a intenção de Deus na Morte de Cristo?
Ao fazermos essa pergunta é imprescindível analisarmos o evangelho de João, nós veremos desde os primeiros capítulos que "Deus Pai enviou Cristo ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele!"Jo 3.17 Está afirmação é maravilhosa, porém se pararmos por aqui, caímos no Universalismo, o versículo seguinte traz "Quem crê nele não é condenado, quem não crê já está condenado" v 18, a mesma coisa vemos no v 16 "Deus amou o mundo de tal maneira" expressão do caráter divino, "que deu o seu Único filho para que todo aquele que nele crer não pereça mais tenha a vida eterna" intenção, esse é o proposito da morte de Cristo: "Salvar todos aqueles que creem nEle", os crentes são conhecidos na bíblia como povo de Deus. Até aqui tanto arminianos como calvinistas creem, até certo ponto, da mesma maneira, Cristo morreu por todos os que creem. Mas o evangelho do João é muito rico, e Cristo vai desdobrando cada vez mais o proposito de Deus, se pararmos por aqui não iremos descobrir qual era a intenção do Pai, por isso vou levar vocês até o capitulo 6 de João, onde a questão encontra tensão máxima.
Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. João 6.37-39
Para que você entenda este texto é necessário ler todo o contexto e o que estava acontecendo aqui: Jesus havia acabado de fazer o milagre da multiplicação dos pães e peixes, o povo se saciou com pão, no versículo 15 vemos que o povo queria fazer de Cristo seu Rei, seguindo o texto no vs 26 Jesus diz que eles não creram nele por evidencia dos sinais que operou, mas sim porque comeram do pão e se saciaram, isso demonstra que a fé deles não era uma fé genuína gerada pelo arrependimento e revelação do Espirito, mas uma fé plenamente natural e interesseira, prosseguimos, no vs 28 os judeus perguntam para Jesus o que deveriam fazer, qual obra que eles deveriam realizar, ou seja "Jesus o que nós temos que fazer?" Jesus responde aos Judeus "A Obra de Deus é esta: que creais naquele que ele enviou" vs 29. Deus não requer esforço do homem, requer a fé no filho de Deus, porém o proprio Senhor nos diz que essa Obra é de Deus e não nossa. Quando seguimos mais um pouco pelo sexto capitulo do evangelho de João, chegamos onde queríamos, qual a intenção de Deus em enviar Cristo ao mundo? O vs 38 traz o seguinte "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" Este é um prenuncio, Jesus esta olhando para os judeus agora, que vieram até ele para aclama-lo como Rei porém não criam de verdade nEle, e ele diz que veio do céu não para fazer a vontade dEle, eles queriam aclamar Cristo como Rei, mas Cristo via a si mesmo como Servo, ele diz para eles em poucas palavras isso: "eu não posso ser rei, pois eu não vim fazer a mim vontade, eu vim fazer a vontade daquele que me enviou", "eu tenho uma missão, eu tenho um proposito e uma finalidade eu não posso trocar esse proposito por caprichos humanos", em outras palavras "eu vim servir e não para ser servido" Compare com Mateus 20.28, no versiculo 39 ele exclama qual a vontade, qual o proposito e inteção do Pai com a sua morte: "E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia". Jesus veio expecificamente para aqueles que o Pai deu, para guardar todos os que o Pai deu a Ele, esse é um dos ápices da revelação da intenção de Deus a levar Cristo ao mundo, isso ressoa também com a obra de Cristo na terra quando ele afirma no evangelho sinótico de Mateus:
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. Mateus 20:28
Essa é a intenção da morte de Cristo, dar a sua vida em resgate de muitos, diversos outros textos quando lidam com a intenção da morte de Cristo nos demonstram isto:
Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão.Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si. Isaías 53:10,11
E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Mateus 1.21
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus 26.28
Continuando a exegese do Capitulo 6 de João, podemos ver ainda que Cristo demonstra claramente o proposito e definição da vontade do Pai:
Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6.40
A intenção do Pai é que todo aquele que veja o filho e creia nele tenha a vida eterna, veja bem isso, agora seguimos:
Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. João 6:44
A oferta do evangelho é uma oferta sincera pois todo aquele que ve o filho e cre nele tem a vida eterna, porém os judeus replicaram e Jesus respondeu a eles, que eles não conseguiam fazer isso, não por uma inabilida fisica (pois todos eles estavam diante de Jesus), mas sim por uma incapacidade interior, e por isso o Senhor determina a causa dessa recalcitrância dos Judeus "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer"
Como podemos ver não é por uma falta de poder ou inabilidade do Sacrificio de Cristo que as pessoas não são salvas, pelo contrário o sacrificio de Cristo é suficiente para todos e todos são chamados para participarem deste evangelho, porém a eficiencia é derramada somente aos que creem, ou seja aqueles que o Pai traz até Cristo. Logo a intenção do Pai é salvar todos aqueles que ele traz até Cristo, estes creem, e que Cristo os de a vida eterna e os ressuscite.
Posteriormente Jesus afirma a mesma coisa aos discípulos no encerramento do Capitulo:
E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido. João 6:65
Esse é o proposito e intenção do Pai, alguns agem como se não fosse o mesmo proposito e intenção de Jesus, eles dizem que o Pai decidiu salvar os eleitos por meio da expiação, porém Cristo fez um sacrifício voltado a toda a humanidade de maneira indistinta, porém o proprio Jesus diz "Eu vim não para fazer a minha vontade, mas sim a daquele que Ele enviou" portanto a vontade do Pai é necessariamente á vontade do filho, os dois são o mesmo Deus.
No Capitulo 10 de João vemos aquilo que eu vejo ser a afirmação mais categórica da expiação definida, porém para chegarmos lá vamos analisar o texto proposto:
"Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas.Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim. Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão.Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um. Evangelho de João 10:11,14-16,25-30
Este texto é um dos textos que me trouxe a doutrina da Eleição, continuando nossa abordagem á respeito da Intenção da morte de Cristo, podemos ver que O Senhor afirma que dá à sua vida pelas ovelhas no contraste disso mais claro ele diz no vs 26 "Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito" Cristo está especificando aqui o motivo pelo qual os fariseus não creram, pois eles não eram das ovelhas de Cristo, esse é o motivo pelo fato de não crerem, mas o Senhor deixa aqui de maneira muito clara que ele morre pelas suas ovelhas, e ainda ressalta que possui "ovelhas não deste aprisco" se referindo óbviamente "aos filhos de Deus que andam dispersos pelo mundo inteiro" João 11.50-53
O último versiculo de João que quero analisar sobre a Intenção da obra de Cristo é João 17.9
Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. João 17:9
Jesus não orou pelo mundo, mas orou por aqueles que o Pai deu para ele, no contexto de João 17 podemos ver que Jesus estava firmemente voltado para aqueles que o Pai deu a eles e todos aqueles que viriam crer por intermédio dos apostolos. E menciona inclusive Judas que é o filho da perdição. Isso nos ressalta que a obra de Cristo teve a intenção não de salvar o mundo, mas aqueles que o Pai deu à Ele.
O Coração da doutrina da Eleição
Por fim, para não prolongar mais o assunto, vou passar a epistola de Efésios, onde Paulo nos demonstra um padrão para o casamento:
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Efésios 5.25-27
Esta passagem nos apresenta um ponto que eu creio que seja chave para entendermos tanto a intenção quanto o amor de Cristo pela sua amada Igreja. O Apostolo Paulo aqui nos mostra que assim como Cristo deu a vida por Igreja o marido deve fazer pela sua esposa, em outras palavras o marido não morre por uma mulher qualquer, nem por outra mulher, ele não se entrega de maneira plena à uma desconhecida, mas apenas aquela pelas quais ele trocou votos, aquela que ele jurou amor eterno, e fez uma aliança. O amor não pode ser uma mera decisão, também não é um mero sentimento, o amor é uma aliança, as alianças dos homens são quebráveis, mas as alianças de Deus são inquebráveis, em hebreus nós vemos a imutabilidade de Deus e de suas promessas:
Porque os homens certamente juram por alguém superior a eles, e o juramento para confirmação é, para eles, o fim de toda a contenda. Por isso, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento; Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta; A qual temos como âncora da alma, segura e firme, e que penetra até ao interior do véu, Onde Jesus, nosso precursor, entrou por nós, feito eternamente sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. Hebreus 6:16-20
A aliança é a base do amor, bem como o alicerce de qualquer vinculo ou amizade real, se algum homem começar a entregar sua vida por uma outra mulher com todo seu ser, obviamente ele não faz isso motivado em qualquer outra coisa a não ser seu interesse de ter ela para si, então assim como o marido se mantem fiel a sua esposa por mais que ela falhe com ele, assim também Cristo não abandona sua noiva pelo qual ele deu sua vida.
Isso se mantem pelo fato de que Cristo continua intercedendo por sua noiva, essa intercessão mostra que Ele é cumpridor de sua aliança, intercedendo sempre por aqueles que ele escolheu:
Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Romanos 8:34
Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. Hebreus 7:25
Segundo o escritor de Hebreus essa intercessão é sacerdotal, ela é continua, Cristo intercedeu, intercede e intercederá por nós enquanto precisarmos, essa obra é perfeita e completa. Esta fundamentada na sua aliança, que esta fundamentada na sua intenção de salvar todos os seus eleitos.
Aqueles que removem a aliança removem o amor de Deus, a aliança divina e o pacto dEle é o proposito pelo qual o filho veio ao mundo.
Continuando a linha do casamento
A Igreja é feita da mesma matéria de Cristo
Uma coisa maravilhosa sobre a expiação definida não é apenas que Cristo morre pela a Igreja, derramando seu sangue para purificar os seus pecados:
Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Atos 20.28
Cristo também morre para ser cabeça de uma nova raça, e criar assim um novo homem:
Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda. 1 Corintios 15.21-23
Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. 1 Corintios 15.44-48
Paulo diz que Adão era alma vivente, mas Cristo agora é espirito vivificante, assim como Cristo é, nós também somos, ele diz assim como é o celestiais os outros também são celestiais, ele está se referindo também a nossa glorificação, mas espiritualmente falando isso tem uma implicação prática maravilhosa.
Quando Deus foi criar a mulher ele derramou profundo sono sobre Adão, tomou a sua costela e fez a mulher, Adão tipifica Cristo e Eva tipifica a Igreja, assim também Cristo na Cruz morreu, e do seu corpo ele fez a Igreja, essa união espiritual de Cristo e da Igreja é feita por Deus. Um ser humano só pode se casar com outro ser humano, assim também Cristo só pode se casar com outro da sua espécie, assim ele cria a Igreja desta nova raça e natureza, foi por ela que ele derramou seu sangue, e é por ela que ele foi partido e teve seu corpo moído na cruz.
A Bíblia diz que Deus tem a aparência de Jaspe:
E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda. Apocalipse 4:3
A Nova Jerusalém simboliza a Igreja de Deus, também tem os muros de Jaspe:
E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente. Apocalipse 21:11
Assim também Cristo derramou seu sangue para purificar a Igreja, e deu o seu corpo para que o Pai tomasse e fizesse para si a sua Noiva, para isso, como Adão, Ele “dormiu” e ao terceiro dia “acordou”, podendo assim tomar sua esposa que é agora da mesma “espécie” que Ele.
A Expiação não é uma mera tipologia nem tem apenas efeitos banais, mas ela é o amor de Cristo pela sua noiva amada, o Pai escolheu a noiva para o filho, e o filho pagou o dote por ela.
Expiação uma obra forense completa
John Owen enfrentou resistência de Richard Baxter pelo fato de ter pregado a expiação de maneira substitutiva, segundo Owen o sacrificio de Cristo pagou por todos os pecados dos eleitos de maneira plena e penal, foi completo substituto, mesmo antes deles creem, essa obra já estava legalmente sobre os eleitos. Isso fez Baxter temer que John Owen estivesse dando espaço ao antinomianismo, e desencorajasse que os crentes depositassem sua fé em Cristo de alguma maneira. Na verdade o raciocinio de Owen nos leva a uma pergunta: "O que gerou o que?" É a nossa fé colocada na obra de Cristo por nós que nos faz justos, mas essa fé vem de onde? O raciocinio é simples, está fé do próprio Cristo, dada por nós, o que Cristo obteve para nós na cruz, foi um novo coração, este novo coração é uma promessa da Nova Aliança, vejamos:
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós. Lucas 22:20
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus 26:28
Significa que na cruz cristo estava pagando por todas as promessas do novo pacto (nova aliança), lemos que uma das promessas da nova aliança é nos dar um novo coração:
E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis. Ezequiel 36:26,27
O homem possui um coração de pedra, um coração incircunciso, portanto um coração carnal, Paulo diz que cremos com o nosso "coração":
Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido. Romanos 10:10,11
Em contrapartida, Estevão diz que o coração do homem natural é incircunciso e endurecido:
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais. Atos 7.51
Algumas pessoas pensam que este é apenas o estado dos judeus religiosos, mas Paulo afirma que tivemos o coração circuncidado também, demonstrando que também tínhamos uma natureza indisposta para Deus:
No qual também estais circuncidados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo dos pecados da carne, pela circuncisão de Cristo; Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. Colossenses 2:11,12
Esta carta é para a Igreja de Colossenses, portanto não está falando diretamente com os judeus, o que prova que todos os homens não-regenerados possuem o coração incircunciso.
O Fato é que o homem não regenerado está morto em seus pecados e com este coração incircunciso e de pedra não tem como responder com fé, por ter um coração insensível, é com o coração que cremos. (João 3.6, Romanos 8.8, Efésios 2.1-4)
Porém a promessa da Nova aliança é justamente nos dar um coração novo:
Porém não vos tem dado o Senhor um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje. Deuteronomio 29.4
E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas. Deuteronômio 30:6
Nenhum homem jamais circuncidou o seu próprio coração. Nenhum homem pode dizer que, pelo poder da sua própria vontade, começou a fazê-lo e que Deus então o ajudou pela Sua graça. A circuncisão do coração feita pelo Espírito Santo remove a cegueira, a obstinação e a teimosia que habitam naturalmente em nós. A circuncisão do coração remove todos os preconceitos da mente e do coração que impedem e resistem à conversão. Portanto, se toda essa resistência e oposição são removidas, como pode o coração resistir à operação da graça? (Vide Ezequiel 36:26,27; Jeremias 24:7; 31:33; Isaías 44:3-5)." — John Owen.
Voltamos agora a Mateus quando Jesus diz que derramou o Sangue da Nova aliança por muitos:
Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus 26:28
Jesus estava comprando para o seu povo todas as promessas da Nova Aliança, ele estava fazendo pagamento por todas as bênçãos espirituais que recebemos do Pai celestial, e por um novo coração para que possamos crer.
O Texto de Gálatas 2.20 na corrigida e fiel trás:
Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Gálatas 2:20
Essa fé que recebemos não é nossa, mas foi comprada pelo filho de Deus, por isso também recebemos o Espirito do Filho:
E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Gálatas 4:6
Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. Romanos 8:15
O Escritor de Hebreus também nos diz que Jesus Cristo é o autor e consumador de nossa Fé:
Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2
Portanto a Fé salvadora é o próprio coração de carne que Cristo nos dá por meio da pregação do evangelho, sendo a própria Palavra de Deus e também o próprio Espirito infundido dentro de nós, vemos que a Fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e em outro texto, vemos que a fé é um espírito: De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus. Romanos 10.17
E temos portanto o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos. 2 Corintios 4.13
Nós também podemos dizer que a Fé é o resultado da obra da Palavra somada com a obra do Espirito em nosso ser. Paulo diz que o homem caído era como a terra sem forma e vazia, ele usa essa analogia:
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. 2 Corintios 4.6
Paulo diz que a salvação é como Deus dizendo haja luz, devemos nos lembrar que antes de Deus dizer haja luz, o Espirito já pairava sobre a face das águas:
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz; e houve luz. Genesis 1.2-3
Essa é a fé salvadora, uma obra feita pelo Espirito Santo e pela Palavra de Deus em harmonia, nos dando esse novo coração piedoso, então a Fé não é uma mera decisão intelectual ou mudança de comportamento, mas a própria natureza de Deus em nós, comprada pelo filho de Deus na Cruz, infundida em nós através da pregação pelo Espirito Santo nos Escolhidos de Deus.
Assim concluo aqui a exposição sobre expiação definida, muitas outras coisas nós podemos analisar, mas decidi fazer este texto de maneira breve, para que em outras ocasioes discorremos melhor sobre o assunto, e também para deixar o leitor com a mente fresca pensando nos textos aqui expostos.
Graça e Paz do Senhor Jesus Cristo!
Yuri Schein, Capão da Canoa 27/10/2017
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
A Força da Fraqueza
E disse-me: A minha
graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade,
pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de
Cristo.
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
2 Coríntios 12:9,10
Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte.
2 Coríntios 12:9,10
Neste capitulo da
segunda carta aos coríntios, Paulo defende sua autoridade apostólica e fala
sobre o espinho na carne, dizendo que mesmo após orar plenamente, pedindo para
Deus remover o espinho na carne, a resposta do Senhor foi “A minha Graça te
basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.
Temos escutado de
muitos essa frase, mas não temos lhe dado muita atenção, a verdade é que nós
homens temos uma “vontade” muito relutante e inflexível, somos “fortes de
mais”, confiamos na força do nosso braço.
Vontade de Pedra (Pedro)
Quando fui convertido,
lembro-me das milhares promessas que fazia à Jesus “Senhor, jamais vou te
abandonar”, “Vou te seguir até o fim”, eu experimentava o amor de Deus tão
grande por minha vida, mas ainda desconhecia minha própria natureza, eu ainda
era como Pedro que dizia:
Mas Pedro,
respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem em ti, eu nunca me
escandalizarei. Mateus 26.33
Pobre
homem! Mal sabia que sua vontade não seria o suficiente para mante-lo de pé em
meio à tentação:
Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta
mesma noite, antes que o galo cante, três vezes me negarás. Mateus 26.32
Mesmo
Jesus afirmando que Pedro o negaria, baseado em SUA VONTADE, Pedro juntamente
com os outros discípulos continuam inflexíveis:
Disse-lhe Pedro: Ainda que me seja mister morrer
contigo, não te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo.
Mateus 26:35
Mateus 26:35
O Deus que desconjunta nossa coxa
Deus nos escolheu para fazer a sua obra, mas a
verdade é que ainda temos muita força natural, essa vontade bruta, como Jacó
quando lutou com O Anjo do Senhor:
22 E levantou-se aquela mesma noite,
e tomou as suas duas mulheres, e as suas duas servas, e os seus onze filhos, e
passou o vau de Jaboque. 23 E tomou-os e fê-los passar o
ribeiro; e fez passar tudo o que tinha. 24 Jacó, porém, ficou
só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. 25 E vendo
este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou
a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. 26 E disse:
Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Não te deixarei ir, se
não me abençoares. 27 E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele
disse: Jacó. 28 Então disse: Não te chamarás mais Jacó, mas
Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.
29 E Jacó lhe perguntou, e disse:
Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E
abençoou-o ali. 30 E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel,
porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. 31 E
saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa. Genesis
32.22-31
Talvez ainda existam alguns que usem este
texto para ressaltar a força de Jacó, e como nós devemos insistir e lutar com
Deus, devemos ser perseverantes e fortes e somente assim alcançaremos a benção
de Deus.
Mas essas pessoas ignoram todo o contexto, na
verdade Deus queria remover a força de Jacó, Jacó por sua vez lutou insitiu, e
O Senhor o tocou em sua coxa e Jacó saiu dali abençoado e mancando. Na Palavra
de Deus nada é por acaso, a articulação e o osso da coxa são partes mais fortes
do corpo humano, pois sustentam todo o seu peso, o Senhor Jesus quando vier em
Apocalipse, terá o nome REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES escrito em sua coxa,
logo a coxa significa FORÇA. Apocalipse 19.16
A
Verdade é que para sermos vasos uteis nas mãos do Senhor ele remove as nossas
forças, ele toca na nossa “coxa” e nos deixa mancando, ele coloca em nós (por
causa da nossa arrogância ou orgulho) um espinho na carne, ele profetiza que
nós iremos negar ele três vezes, tudo isso para nos mostrar que ELE NÃO PRECISA
DA NOSSA VONTADE.
A força da carne deve ser removida
Muitos lendo esse texto podem dizer “Ok, Ok, eu entendi, eu tenho que me render à Deus, dobrar a minha vontade á vontade de Deus”, sim essa seria a conclusão perfeita, mas é verdade que nós em nosso próprio Orgulho não podemos fazer isso por conta própria, até mesmo nosso “render-se” a Deus é manchado pela justiça própria, orgulho e independência do pecado, essa não é a solução, pois muitos vão responder sinceramente “no fundo eu não consigo me render, não quero” essa afirmação é verdadeira, mesmo nós crentes temos em nós o querer fazer o bem, mas não o efetuar em nós mesmos (Romanos 7) é Deus que deve operar em nós o querer e o Realizar (Fp 2.13).
Cristo disse a
Nicodemos “O que é Nascido da Carne é Carne e o que é nascido do Espirito é
Espirito” João 3.6 e Paulo diz “Portanto,
os que estão na carne não podem agradar a Deus.” Romanos 8.8, veja não é uma questão de vontade, não é uma
questão de QUERER ou não, é uma questão de SER e ESTAR, ou você é e está na Carne
ou você é e está no Espirito. A Natureza da Carne é simbolizada pelo nosso coração
endurecido e incircunciso:
Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e
ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim vós sois como vossos pais.
Atos 7.51
A Circuncisão é o sinal que Deus havia dado ao seu povo, em sentidos simples significa – Remover a carne, para que nós possamos ser sensíveis ao Espirito Santo, a carne deve ser removida.
A Criança chegava ao sacerdote com 8
dias de vida, e tinha o seu prepúcio removido com um instrumento cortante,
assim a carne era tirada fora, Paulo diz que isso acontece conosco também
quando cremos em Cristo, o interessante é que assim como a criança não pode
tirar o seu próprio prepúcio, nós também não temos nenhuma capacidade de
remover a nossa própria força natural é o Espirito Santo que gera isso em nós
através da pregação da Palavra. A palavra é como uma espada, uma lamina que
remove a nossa carne e o Espirito Santo é como o Sacerdote que opera isso em
nós.
No final de tudo é Deus quem molda o
vaso, ele que endurece quem quer e se compadece de quem ele quer, o vaso não
tem o poder sobre o Oleiro.
18 Logo, pois, compadece-se de quem
quer, e endurece a quem quer. 19 Dir-me-ás então: Por que se
queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade? 20 Mas,
ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao
que a formou: Por que me fizeste assim? 21 Ou não tem o oleiro
poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para
desonra? 22 E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e
dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira,
preparados para a perdição; 23 Para que também desse a conhecer
as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes
preparou, 24 Os quais somos nós, a quem também chamou, não só
dentre os judeus, mas também dentre os gentios?
Romanos 9
Yuri Schein
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Consolo e arrependimento.
Olha que interessante Deus manda consolar o seu povo, logo em seguida ordena que "A voz do que clama no deserto endireite o caminho do Senhor"
Isaías 40
(1) Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus.
(2) Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados.
(3) Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor ; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.
Essa voz é indentificada na Escritura como João Batista (MT 3.3, Mc 1.3, Lc 3.4, Jo 1.23)
A pregação de João Batista era de Arrependimento:
Evangelho de Jesus segundo Mateus
CAP 3
(1) Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia e dizia:
(2) Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus.
Evangelho de Jesus segundo Marcos Capítulo 1
(4) apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados.
Evangelho de Jesus segundo Lucas
Capitulo 3
(3) Ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados,
Existe uma intima ligação entre consolar o povo de Deus e a pregacao de arrependimento. É por meio do consolo divino que podemos exortar as pessoas ao arrependimento, pelo simples fato de Deus está pronto a perdoar os pecados que podemos apregoar que serão aceitos todos os que se arrependerem.
As pessoa são consoladas quando pregamos o arrependimento da nova aliança, pois quando pregamos sobre ele, estamos dizendo a elas a prontidão de Deus pai em receber todos aqueles que se arrependem, ao contrario de Esaú que buscou o lugar de arrependimento mas não encontrou (Hb 12.17), hoje todos os que buscarem arrependimento na pessoa do Senhor Jesus encontram LUGAR para arrependimento. Esse é o grande consolo da nova aliança.
Esse é o consolo, existe poder e suficiência em Cristo para purificar todos aqueles que se achegarem a ele, abandonando seus pecados.
Yuri Schein
sábado, 26 de agosto de 2017
Cristo é o Sumo-sacerdote e todos nós somos sacerdotes.
O sacerdote pode levar o povo no máximo ao Lugar Santo, mas é através do convite do Cordeiro que foi morto e ressurreto que podemos adentrar no Lugar Santíssimo (Santo dos Santos) o véu foi Rasgado. Nós como sacerdotes ficamos à porta do Lugar Santíssimo apontando pra dentro, lá está o Cordeiro, lá está a vida! O máximo que podemos fazer é apontar pro Cordeiro e desfrutar juntamente com os irmãos do Lugar Santíssimo.
1) O Átrio é onde encontramos o Caminho (o Cordeiro imolado pelos nossos pecados)
2) O Lugar Santo é onde encontramos a Verdade (a Iluminação da Palavra de Deus)
3) Mas é no Lugar Santíssimo (Santo dos Santos) onde desfrutamos de vida plena com Jesus.
O sacerdote só podia ir até o lugar Santo, mas o Sumo-sacerdote que é Cristo convida TODOS NÓS ao Lugar santíssimo, nossa tarefa é levar as pessoas a terem encontro com a VERDADE (Palavra de Deus) e APONTAR para a VIDA (COMUNHÃO) com Cristo, pois nao somos nos que abrimos o caminho do Santos dos Santos pelo véu da nossa carne e sim Jesus, todos nós precisamos desfrutar do Lugar Santíssimo. Nós somos apenas setas que apontam pra Cristo. Podemos levar a pessoa até certo ponto, mas depois dali depende do convite do Senhor e da pessoa, atender o convite atrás do véu rasgado e entrar com ousadia nos Santo dos Santos.
Hebreus 2.17, Hebreus 4.14, Hebreus 9.7, Hebreus 10.20
Com amor Yuri Schein
sábado, 19 de agosto de 2017
Se a salvação e tudo na vida cristã vem pela graça, por que Deus nos deu ordens e leis?
Essa
é uma pergunta frequente, por trás dela também existe um desejo humanista de
tentar defender a liberdade humana, baseada na responsabilidade que o homem tem
de obedecer as leis e ordens divinas. Na verdade essa pergunta já foi feita
varias vezes na história da Igreja, me lembro quando li o livro “Nascido
Escravo” com pequenas partes do livro “escravidão da vontade” que se foca no
debate de Martinho Lutero com o monge Erasmo de Roterdã, um dos argumentos de
Erasmo era que o homem possuía livre-arbítrio pois Deus lhes dava ordens e leis
por exemplo “Tomo hoje por testemunhas o céu e
a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição.
Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a I tua posteridade” Dt
30:19, Lutero ressoava com Romanos dizendo que Deus deu essas ordens aos homens
não porque o homem fosse capaz de cumprir, mas justamente para demonstrar ao
homem que ele é incapaz de cumpri-las e para tampar a boca do homem, usando
assim o pensamento de Paulo em Romanos “Ora,
sabemos que tudo o que diz a lei, di-lo aos que estão sujeitos à lei, para que
toda boca fique fechada e que o mundo inteiro seja reconhecido culpado diante
de Deus” Rm3:19.
É incrível hoje como ainda muitos protestantes
pensam mais como Erasmo de Roterdã do que com Martinho Lutero, eles se apegam
aos textos de ordenanças e princípios da bíblia, mas nunca se apegam aqueles
textos que revelam a manifestação Graciosa, Livre e Soberana de Deus de agir
como Ele bem entender, isso acontece pois embora sejam protestantes de nome,
ainda possuem a mentalidade da Igreja Católica, a mentalidade da Religião das
obras. O Evangelho nos apresenta Cristo morrendo pelo homem, pois este (o
homem) não era capaz de cumprir qualquer preceito da Lei.
Uma segunda pergunta decorrente é que se nós não
conseguimos cumprir a Lei, por que o próprio Jesus nos deu ordenanças, como por
exemplo: “Em
seguida, dirigiu-se a todos: Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si
mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” Lc 9:23
A
resposta dessa pergunta é mais simples que dá primeira, o Senhor Jesus Cristo
nunca diminuiu a Lei, ele sempre aumentou, vejamos o que Ele diz:
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás
adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça
para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração. Mt 5.27-28
O
Padrão do Senhor Jesus é sempre mais alto que a Lei, agora vamos pensar, se na
Lei o homem já não consegue cumprir (Romanos 3.19), muito menos os altos
Padrões do Reino dos Céus que Jesus nos ordena.
Jesus
diz a Nicodemus que se não nascermos novamente não podemos nem ver o Reino de
Deus (João 3), o padrão da nova aliança só pode ser cumprido através da obra
regeneradora do Espirito Santo, nenhum homem consegue dar qualquer resposta à
Deus sem que primeiro experimente o novo nascimento. Jesus também afirma que
esse novo nascimento não é feito por vontade do homem, mas do Espirito Santo,
assim como nós não escolhemos quando nascemos, não temos poder sobre o novo nascimento,
o Espirito é livre
O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu
do Espírito é espírito. João 3.6
Nenhum padrão ou lei da Bíblia pode ser cumprido
pelo esforço do homem, mas somente através da obra divina e regeneradora do
Espirito Santo em nós.
A bíblia é repleta dessa verdade, somente o Espírito
Santo pode nos regenerar e nos capacitar para que nos tornamos conforme o
padrão de Deus.
Eu resumiria tudo isso que está acima com uma frase
“Responsabilidade não infere Capacidade”. Exemplo: Alguém precisa pagar uma
conta de R$ 2.000,00 esse mês (ela possui essa responsabilidade), mas ela não
possui o dinheiro pra pagar (ela é incapaz de pagar), nem sempre possuir responsabilidade
infere capacidade. Ninguém pode dizer ao credor que ele é cruel se ele vier e
tomar o bem dessa pessoa que não pagou os R$ 2.000,00 pois ela deve, o credor
foi justo em cobrar dela, independente dela ter ou não o dinheiro. Mesmo que o
homem seja incapaz de responder as exigências de Deus, Deus é justo em manda-lo
pro inferno. Se Deus perdoa alguns e pagou o preço por esses, ele continua
sendo justo e não deve explicações para os outros, pois eles estão devendo, e
ele é justo em cobrar.
Jesus nos dá um retrato:
Ou
não me é permitido fazer dos meus bens o que me apraz? Porventura vês com maus
olhos que eu seja bom? Mt 20.15
Os
bens são dEle e ele usa conforme ele quiser. Ninguém pode acusar Deus de ser
injusto, se ele resolve perdoar a divida de alguém, ele perdoa e zera a conta,
não omitindo sua justiça, pois Cristo morreu pelos nossos pecados.
-
Yuri Schein
Enchei-vos do Espírito
Embora o crente possua o Selo e habitação do Espírito Santo, Paulo nos ordena a enchermos do Espírito Santo (Efesios 5.18) Mostrando que a responsabilidade é nossa em manter-se cheio, porém vale ressaltar as palavras do Jesus: "Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Mas Ele se referiu ao Espírito que, mais tarde, receberiam os que nele cressem; pois o Espírito Santo até aquele momento não fora concedido, porque Jesus não havia sido ainda glorificado". João 7.38-39. Isso nos demonstra que nós salvos, ja temos uma fonte intermitente de águas (Espirito Santo) dentro de nós, não devemos olhar pra fora pensando que vamos receber esse enchimento de alguem ou algo externo, mas devemos olhar para a fonte que já está dentro de nós e deixar que ela nos encha.
Paulo diz que a maneira que fazemos isso é falando entre nós (comunidade) com salmos, hinos, louvores, dando graças a Deus e sujeitando-nos uns aos outros. Pode parecer louco, mas se examinarmos essa palavra só conseguimos essa efusão e enchimento do Espírito quando compartilhamos com os irmaos dessa fonte interminável da agua viva que é o Espírito Santo, ou seja, não nos enchemos do Espírito por algum motivo egoísta, mas fazemos isso para edificação corpo de Cristo.
- Yuri Schein
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Por que Jesus disse “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Por que Jesus disse: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Por Yuri Schein
A pessoa que me fez essa pergunta baseou-se no seguinte raciocínio: “Se Jesus já sabia que Deus iria abandoná-lo, por que ele exclamou isso na cruz?”
E as outras duas perguntas subsequentes:
- “Jesus deixou de ser Deus na cruz pelo fato de o Pai tê-lo abandonado?”
- “Se ele não deixou de ser Deus, como fica a questão da santidade de Deus?”
A Divindade de Cristo
Bom, primeiramente vou responder à pergunta que considero mais crucial, que trata da divindade de Cristo. Em nenhum momento Jesus deixou de ser Deus, desde a encarnação até sua morte. Jesus é Deus do início ao fim; ele sempre foi e sempre será Deus. É impossível separar Jesus de sua divindade.
A Bíblia afirma que o próprio Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo:
“Isto é, Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação.” (2 Coríntios 5:19)
Paulo está falando claramente da obra de Cristo, o que envolve sua morte e ressurreição. Deus estava ali e nunca deixou de estar. Vemos outra afirmação:
“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” (Atos 20:28)
Em nenhum momento Jesus deixou de ser Deus e homem. Ele era 100% Deus e 100% homem. Esse é o princípio da dupla natureza de Cristo. Porém, no momento da cruz, a comunhão com o Pai, que Cristo desfrutava desde toda a eternidade, foi comprometida — por um momento — pois ele suportou toda a ira e separação de Deus que os escolhidos deveriam sofrer.
Tudo que o Pai ama é o Filho, e tudo que o Filho ama é o Pai. Mas Deus nos amou de tal maneira que deu seu Unigênito para nos salvar, e o Filho foi fiel até a morte, sentindo, por um momento, a separação e o abismo entre Deus e o homem.
Por um breve instante naquela cruz, a comunhão de Cristo com o Pai foi quebrada, e ele foi abandonado por nossa causa. Ainda assim, ele não deixou de ser Deus. A importância desse evento é tamanha que ele ocorreu apenas uma vez na história e nunca mais se repetirá. Devemos ter reverência à cruz e ao sacrifício de Cristo no Calvário. Nenhum sofrimento humano se compara ao que Cristo sofreu, pois ele foi abandonado para que eu e você não fôssemos abandonados por toda a eternidade. A ira de Deus não foi desviada ou diminuída quando caiu sobre Cristo — ela caiu completamente sobre ele.
Jesus obteve tudo pelo que pagou o preço na cruz. Ele comprou todos os filhos de Deus espalhados pelo mundo (João 11:50-53; Apocalipse 5:9). Deus Pai não ficou devendo nada ao Filho. O sacrifício foi agradável e aceito pelo Pai — e a prova disso foi a ressurreição de Cristo dentre os mortos! Cristo efetivamente sofreu e efetivamente nos resgatou para Deus. Sua vitória na cruz foi completa:
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.” (Colossenses 2:14,15)
Qual o propósito disso?
A Bíblia diz que “o marido deve amar a sua esposa como Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25). Adão é um tipo de Cristo, assim como Eva é um tipo da Igreja. Como Eva foi feita? Deus fez cair um sono profundo sobre Adão, removeu uma de suas costelas (carne e ossos) e fez a mulher (Gênesis 2:21). O sono tipifica a morte de Cristo. A carne, sangue e ossos da costela representam o material com que a Igreja foi feita.
A Igreja é revestida da divindade de Cristo, embora ela mesma não seja Deus, mas tenha sido feita a partir de Cristo e revestida de sua natureza santa e justa. É como se Deus pegasse Cristo na cruz e o partisse, usando sua “costela” para formar a Igreja da mesma substância de que Cristo foi feito. Isso é muito profundo!
A Igreja é revestida da natureza de Cristo.
Em Apocalipse, a Bíblia diz que os muros da Nova Jerusalém (que também apontam para a Igreja) são de jaspe:
“E levou-me em espírito a um grande e alto monte, e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu. E tinha a glória de Deus; e a sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.” (Apocalipse 21:10-11)
Mas também é dito que a aparência de Deus é como jaspe:
“E o que estava assentado era, na aparência, semelhante à pedra de jaspe e sardônica; e o arco celeste estava ao redor do trono, e parecia semelhante à esmeralda.” (Apocalipse 4:3)
Isso aponta para o fato de que a Nova Jerusalém (a Noiva do Cordeiro, ou seja, a Igreja — Apocalipse 21:2) foi revestida e feita da mesma natureza que o Senhor Jesus!
Quão gloriosa é a obra da cruz!
Em Apocalipse, vemos que a Igreja é a esposa do Cordeiro. Em Isaías, o marido é Deus! Isso mostra que Jesus Cristo é o próprio Deus:
“Porque o teu Criador é o teu marido; o Senhor dos Exércitos é o seu nome; e o Santo de Israel é o teu Redentor; que é chamado o Deus de toda a terra.” (Isaías 54:5)
Todo ser vivo só pode se unir com seres da mesma natureza. Assim também Cristo se unirá à Igreja santificada e feita da mesma natureza que Ele.
A obra da cruz não foi uma mera salvação do inferno, mas envolve o propósito eterno de Deus: ter um povo que o expresse em imagem e semelhança.
A Santidade de Deus
Respondendo à segunda questão: “Se ele não deixou de ser Deus, como fica a questão da santidade de Deus?”
A santidade de Deus em Cristo permanece intacta. Deus Pai desprezou o Filho por causa dos pecados, e mesmo recebendo a ira de Deus, o Filho era plenamente Deus! As pessoas não compreendem como Deus não deixaria de ser santo se estava recebendo todos os pecados dos eleitos. Mas a santidade de Deus não depende de performance. A palavra “santo” (kadosh) significa “separado, distinto de tudo aquilo que é comum”. Porém, santidade não se resume a atitudes e ações, mas à natureza. Deus é santo por sua natureza. Santidade é o que Deus é. Ele nunca deixa de ser santo nem macula sua natureza — não porque Ele não possa tocar o mal, mas porque é santo por definição! Em Isaías, o profeta fica aterrorizado por ser um homem de lábios impuros, mas um anjo toca sua boca com uma brasa de fogo que o purifica. Note: a brasa não fica impura — o contrário acontece. Isaías é purificado! Essa brasa aponta para o próprio Deus. Tudo o que Ele toca é purificado, mas Ele não se contamina ao tocar o pecado, pois é superior ao pecado.
A santidade de Deus é a Sua natureza:
“Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos.
Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado.” (Isaías 6:5-7)
O mesmo acontece quando Cristo toca o leproso. Pela Lei, o leproso era impuro, e quem o tocasse também se tornava impuro (Levítico 13–14). Mas Cristo tocou o leproso e não ficou impuro!
Cristo era superior à lepra e à Lei, por ser o próprio Deus. Ele tinha domínio sobre a lepra e o pecado:
“E eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra.” (Mateus 8:2-3)
Portanto, mesmo recebendo os pecados da humanidade, a divindade de Cristo permaneceu santa — e Ele nos purificou de toda impureza e pecado!
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Por fim, voltamos à pergunta: se Jesus sabia previamente que Deus iria abandoná-lo, por que exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Certamente Cristo sofreu intensamente com essa separação.
Mas creio que ele clamou assim para cumprir a Escritura de Salmo 22:1:
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Jesus cumpriu cabalmente esta profecia, incluindo outros detalhes do Salmo 22:
- Ele seria zombado (v.7)
- Teria mãos e pés transpassados (v.16)
- Suas vestes seriam repartidas e lançariam sortes sobre elas (v.18)
Essas são apenas algumas profecias que Cristo cumpriu. Portanto, esse foi um dos motivos para sua exclamação. O outro foi, evidentemente, o imenso sofrimento que enfrentava.
Por curiosidade, termino este artigo comentando a probabilidade de todas as profecias messiânicas se cumprirem em Jesus:
Existem mais de 300 profecias sobre a pessoa de Jesus.
Peter Stoner, astrônomo e matemático, no livro Science Speaks, apresenta uma análise probabilística sobre o cumprimento das profecias messiânicas em uma única pessoa.
A probabilidade de apenas 8 dessas profecias se cumprirem na vida de um só homem seria de 1 em 10¹⁷, ou seja, uma chance em 100.000.000.000.000.000.
Stoner ilustra essa possibilidade assim:
Pegue 100.000.000.000.000.000 moedas de prata e espalhe-as pelo estado do Texas. Elas cobririam o estado com uma camada de aproximadamente 60 cm.
Marque uma das moedas e misture todas. Venda os olhos de um homem e diga a ele que pode andar por onde quiser, mas deve encontrar a moeda marcada.
Essa é a probabilidade de apenas 8 dessas profecias se cumprirem em uma única pessoa — e são mais de 300!
Isso não é maravilhoso?
Glória seja dada a Deus!
Yuri Andrei Schein
18/08/2017
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