quinta-feira, 21 de agosto de 2025

OS CRIMES INTERNACIONAIS DE NICOLÁS MADURO



por Yuri Schein 


A figura de Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela, está cada vez mais associada a violações sistemáticas de direitos humanos, corrupção transnacional e cumplicidade em redes criminosas. Diversos relatórios de organismos internacionais, tribunais e governos estrangeiros têm apontado Maduro como responsável direto por crimes contra a humanidade, narcotráfico internacional e até apoio a grupos terroristas.

CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

A Missão Internacional Independente de Apuração de Fatos sobre a Venezuela, criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, concluiu em diferentes relatórios que Maduro e seu alto comando, incluindo ministros da Defesa, do Interior e chefes dos serviços de inteligência (SEBIN e DGCIM), planejaram e executaram uma política de repressão violenta contra opositores.

ENTRE AS PRÁTICAS DOCUMENTADAS ESTÃO:

Execuções extrajudiciais de manifestantes e cidadãos opositores;

Tortura física e psicológica de presos políticos, incluindo violência sexual como método de repressão;

Desaparecimentos forçados de curta e longa duração;

Perseguição política sistemática;

Criminalização da dissidência e fraude eleitoral.

A ex-Alta Comissária da ONU Michelle Bachelet chegou a registrar cerca de 6.800 execuções extrajudiciais entre 2018 e 2019, revelando um padrão claro de política de Estado voltada à neutralização da oposição.

NARCOTRÁFICO E CRIME ORGANIZADO

Maduro também é acusado de ser líder do Cartel de los Soles, uma rede criminosa formada por militares de alto escalão venezuelanos dedicada ao tráfico internacional de cocaína. O governo dos Estados Unidos ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões por sua captura, colocando-o no mesmo patamar de procurados internacionais como grandes chefes do narcotráfico.

APOIO A GRUPOS TERRORISTAS

Outro agravante é a suposta cooperação do regime venezuelano com grupos como as FARC dissidentes, o ELN colombiano e até mesmo o Hezbollah. Para Washington, tais conexões caracterizam o governo Maduro como um Estado patrocinador de atividades terroristas, consolidando a Venezuela como um polo de instabilidade na América Latina.

INVESTIGAÇÕES E JURISDIÇÃO INTERNACIONAL

Os crimes atribuídos a Maduro não permanecem apenas em relatórios. Em 2018, a Corte Penal Internacional (CPI) abriu um exame preliminar sobre crimes de lesa humanidade cometidos na Venezuela, a pedido de seis países (Argentina, Canadá, Colômbia, Chile, Paraguai e Peru). Além disso, a justiça argentina, baseada no princípio da jurisdição universal, iniciou um processo que pode resultar em um pedido internacional de prisão contra Maduro.

CONCLUSÃO

A trajetória política de Nicolás Maduro não se resume à crise econômica e social que devastou a Venezuela; ela está marcada por graves acusações que o colocam entre os líderes mais comprometidos com crimes internacionais da atualidade. As denúncias de execuções, tortura, narcotráfico e terrorismo não são meras disputas narrativas, mas evidências documentadas por órgãos internacionais e tribunais.

Maduro pode permanecer no poder pela força e pelo controle militar, mas no tribunal da história e diante do direito internacional, já está registrado como um dos maiores criminosos de Estado da América Latina no século XXI.

#NicolasMaduro #venezuela #estadosunidos #DonaldTrump #Trump #guerra #brasil #Lula #politica #geopolitica 

OS CÉUS CONDENAM, MAS NÃO SALVAM

 


Por Yuri Schein 

Uma análise da visão de Gordon Haddon Clark, Cornelius Van Til, Vincent Cheung, Herman Dooyeweerd e outros pressuposicionalistas sobre insuficiência da Revelação Geral para a salvação.

INTRODUÇÃO:

Desde os primórdios da filosofia cristã, teólogos têm discutido se a natureza, por si só, seria suficiente para revelar Deus de forma salvadora. O apóstolo Paulo afirma em Romanos 1 que os atributos invisíveis de Deus, “o seu eterno poder e a sua divindade”, são “claramente vistos” por meio das coisas criadas. Mas essa revelação, embora suficiente para tornar o homem indesculpável, não é suficiente para conduzi-lo ao conhecimento salvífico de Cristo. Gordon Haddon Clark, em sua obra God’s Hammer, foi incisivo ao mostrar que a revelação geral, além de obscurecida pelo pecado, é insuficiente em si mesma. Aqui se encontra o ponto decisivo: não é apenas que o homem rejeita a mensagem, mas que a natureza, enquanto tal, nunca ofereceu um evangelho completo, muito menos as normas éticas e revelações necessárias para guiar o homem à salvação. Além disso, Robert L. Reymond em sua obra "Teologia Sistemática" diz que embora "os céus declarem a Glória de Deus" (Sl 19.1) ele o faz de uma maneira não embasada em raciocínio indutivo como uma avaliação evidencialista, pois ele faz isso sem expressar palavras (vs 3-4). Assim meu ponto é que essa revelação geral não advém de uma análise das coisas através de um raciocínio indutivo, mas que de alguma maneira, Deus causa em nós o conhecimento de si mesmo na criação.


O PROBLEMA DA REVELAÇÃO GERAL:

A história das religiões humanas é testemunha clara dessa insuficiência. Babilônios, egípcios, hindus, budistas, muçulmanos, indígenas americanos ou mesmo filósofos iluministas, todos examinaram a mesma natureza. Entretanto, as conclusões a que chegaram são múltiplas e contraditórias. Van Til chamaria isso de “supremacia da interpretação autônoma”: o homem, tentando ser seu próprio ponto de partida, lê a natureza como quem lê um livro em língua estrangeira sem conhecer o alfabeto. O resultado só poderia ser confusão.

Cornelius Van Til expôs que “não existe fato bruto” (no brute fact). Tudo que o homem interpreta já está carregado de pressuposições, e estas, quando não são bíblicas, distorcem radicalmente o significado da realidade. Herman Dooyeweerd, com seu conceito de “absolutização de aspectos da criação”, mostrou que as cosmovisões pagãs sempre transformam partes da realidade em divindades: o tempo, a matéria, o destino, o prazer. Assim, a própria diversidade de interpretações sobre a natureza não é um problema apenas do pecado obscurecendo a mente, mas da insuficiência da própria natureza como meio de revelação plena.

Isso nos leva a fazer uma breve digressão até o Éden onde o homem que tinha o conhecimento por meio da revelação proposicional (Deus falava diretamente a Adão e lhe dava ordens e ensinava), caiu em pecado comendo o fruto da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal (não aceita mais a revelação proposicional de Deus do que é certo e errado, antes, com base em suas próprias opiniões decide o que é certo e errado) assim o "conhecimento do bem e do Mal" nada mais é do que na verdade obscuridade, é uma decisão arbitrária do homem sobre o que é bom ou mal.

A ILUSÃO DA ÉTICA NATURAL:

Clark é contundente: se a revelação geral fosse suficiente para estabelecer normas éticas, jamais teríamos o infanticídio institucionalizado em Esparta, a prostituição cultual em Babilônia, o sacrifício humano entre os cananeus ou a naturalização da pedofilia em Roma. A multiplicidade de sistemas morais não é mero desvio de uma lei moral evidente, mas a prova cabal de que Deus nunca designou a natureza para ser suficiente neste quesito.

Vincent Cheung aprofunda esse ponto quando afirma que “o conhecimento moral e o conhecimento salvífico pertencem ao mesmo pacote: a Escritura. Fora dela, não há ética absoluta, mas apenas opiniões humanas em colisão”. Isso mostra que até os valores morais que parecem universais (como “não matar”) são mal interpretados fora da Escritura. Afinal, muitos povos permitiram matar estrangeiros, bebês ou escravos sem remorso.

A CRIAÇÃO FALA, MAS NÃO GRITA:

Paulo, em Romanos 1, não ensina que a natureza revela a cruz, mas apenas que ela revela o poder e a divindade de Deus. É suficiente para a condenação, não para a salvação. Jonathan Edwards, em sua doutrina do criacionismo contínuo, foi ainda mais radical: cada átomo do universo é sustentado pelo decreto divino a cada segundo. Mas Edwards nunca confundiu isso com uma mensagem completa de salvação, a revelação especial sempre foi necessária.

Clark ironiza os que acreditam que os céus, por si, provam a onipotência: “mais estrelas poderiam ser criadas, mais complexidade poderia existir, e ainda assim não haveríamos chegado ao conceito de onipotência infinita”. Bertrand Russell olhou para o mesmo cosmos e viu apenas um universo indiferente e sem sentido. Isso só reforça o ponto: a interpretação da natureza depende de pressupostos prévios.

A QUEDA DE ADÃO E O PRECEDENTE DA REVELAÇÃO ESPECIAL:

Um ponto magistral levantado por Clark é o de Gênesis 2. Adão, recém-criado, não poderia deduzir, pelo exame do Jardim, seu propósito existencial. Ele não saberia que deveria multiplicar-se, dominar a terra, abster-se da árvore proibida. Esses deveres não eram dedutíveis empiricamente. Eles lhe foram dados por meio de revelação especial direta de Deus. Esse precedente é crucial: desde o princípio, a orientação ética e espiritual do homem dependeu de revelação verbal e proposicional.

Portanto, a tentativa moderna de substituir a Bíblia pela “ciência” como guia da moral e da salvação é apenas a repetição da tentação da serpente: “é verdade que Deus disse?”. Quando se nega a revelação especial, não resta um caminho neutro pela natureza, mas apenas o abismo do relativismo.

O HUMANISMO COMO HERDEIRO PARASITA:

Gordon Clark observa que as aparentes semelhanças entre valores humanistas e valores bíblicos não provêm de uma dedução da natureza, mas da herança cultural cristã que o Ocidente carrega. É parasitismo epistemológico: os incrédulos vivem de capitais morais que não podem justificar dentro do seu próprio sistema. Greg Bahnsen desenvolveu esse argumento na apologética transcendental: “sem Deus, você não pode provar nada”. Se o ateu clama por justiça, dignidade, igualdade, está tomando emprestado fundamentos que só têm sentido dentro da cosmovisão bíblica.

CONCLUSÃO

A revelação geral é real, mas insuficiente. Sua função é condenar, não salvar. Ela testemunha do poder de Deus, mas não nos ensina sua vontade salvadora. Para isso, sempre foi necessária a revelação especial, a Palavra inspirada. Clark, Van Til, Cheung e Edwards convergem nesse ponto: qualquer tentativa de fundamentar conhecimento, moral ou salvação apenas na natureza resulta em idolatria ou niilismo.

A revelação geral nos deixa sem desculpa; a revelação especial, em Cristo e nas Escrituras, nos dá a única esperança. Sem a Bíblia, o homem está perdido na babel de interpretações humanas. Mas com ela, “temos a mente de Cristo” (1 Co 2:16).

#revelacaogeral #evidencialismo #pressuposicionalismo #escrituralismo #empirismo #epistemologia #etica 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

🦠 A Evolução: a Religião do acaso disfarçada de Ciência

🦠 Evolução: Religião disfarçada de Ciência

Por Yuri Schein 

O argumento que evolucionistas apresentam é sempre uma típica salada naturalista que mistura empirismo, moralidade arbitrária e idolatria científica em uma só panela. Ele parte do pressuposto de que a evolução é um fato e tenta harmonizar isso com uma moralidade utilitarista "não podemos deixar pessoas morrerem”" Mas, ironicamente, tudo isso implode sob seu próprio peso. 

Primeiro, porque o empirismo não produz conhecimento, um naturalista diz: “existem estudos genéticos… análise de DNA… observamos mudanças”. Mas aqui está o problema: observar não é conhecer. A Filosofia já demonstra que os sentidos não fornecem proposições, apenas estímulos, e isso até mesmo filósofos da ciência concordam. Você pode ver fósseis, gráficos e sequências de DNA, mas esses "dados" crus não carregam dentro de si uma teoria. É a mente humana, muitas vezes guiada por pressupostos ateus, que interpreta esses dados segundo o dogma evolucionista.

Segundo o evolucionismo, e todo o método científico, cai na pressuposição arbitrária da uniformidade da natureza, o empirismo não pode sequer justificar a crença de que o futuro será como o passado. Ou seja, a ciência observa mutações agora e projeta que isso “explica” mudanças de milhões de anos. Isso é adivinhação, mas ao invés do cientista usar uma roupa com o símbolo de Hogwarts, usa jaleco branco, não epistemologia.

Terceiro, mesmo que vendessem os dois pontos: Ainda há a questão de afirmação do consequente, se você disser, se chover o chão ficará molhado, o chão está molhado, portanto choveu, você não provou nada, é apenas uma alternativa de muitas, o Cisne de Dave Hume manda lembranças cara, não existe como o método escapar da indução.

Quarto, o Gênio de Descartes que deixa todo o método científico cagado, não se pode provar que não há uma Matrix, Demônio ou Gênio programando a mente humana a acreditar em a ou b. E com isso não só o Demônio de Descartes, mas questões filosóficas como "como tu sabe que o universo não foi criado há 5 minutos atrás e toda a informação e experiência que tu tem não foi processada por essa Matrix na tua mente, não pode provar. O Empirismo nunca vence o racionalismo, e ambos só provam que o ser humano só pressupõe suas crenças. E é isso que o evolucionismo é, uma crença como qualquer outra.

Além do mais a moralidade naturalista é autodestrutiva, como eu disse é puro utilitarismo, eu tenho diversos textos sobre o naturalismo, evolucionismo, empirismo, utilitarismo e afins.

O argumento evolucionista só tenta salvar a moralidade: “não é moral deixar as pessoas morrerem esperando a evolução”? Mas se a evolução é a realidade, o que há de imoral em deixar morrer? Pelo contrário, seria o curso “natural” das coisas. O leão mata a zebra, o vírus mata o hospedeiro, o mais adaptado sobrevive. Por que resistir ao “fluxo natural da evolução”? É tudo sem sentido, não há moralidade absoluta e universal no naturalismo e no utilitarismo, pois consequentemente seria muito bom a muito mais gente da geração futura que sobreviva deixar as pessoas morrem, pois de acordo com a seleção natural os genes ruins seriam eliminados do nosso planeta.


Se a evolução fosse verdadeira, vacinas, hospitais e médicos seriam traições contra a própria lógica evolucionista. Estaríamos protegendo os “fracos” e sabotando a seleção natural. O discurso naturalista aqui se contradiz: invoca a evolução como fato, mas vive como se ela fosse um inimigo a ser derrotado. É uma coisa sem sentido e irracional


Além do mais o exemplo da Peste Negra não prova evolução. O argumento da peste é usado como vitrine científica: “houve mutações genéticas que deram resistência, logo a evolução está funcionando”. Mas isso é microvariação genética, não evolução no sentido darwinista. Não houve nenhum salto ontológico, nenhuma nova espécie, nenhum “homem-macaco” emergindo do nada. O que houve foi simplesmente: alguns já tinham predisposição genética para resistir, outros não. Os que tinham sobreviveram, os outros morreram. Isso não explica nem justifica o mito de que um réptil virou ave ou que moléculas viraram homens. 

É o mesmo que dizer: “algumas pessoas são mais tolerantes à lactose do que outras. Logo, as vacas evoluíram em deuses criadores”. É uma fraude lógica monumental.

Na verdade para eles a ciência é como um deus substituto. Note o tom messiânico: “não precisamos deixar morrer, podemos dar vacina, moldamos a evolução com tecnologia”. Isso é teologia secular. O naturalista coloca a ciência no lugar de Cristo. O evangelho da ciência promete salvação do sofrimento, um futuro melhor, redenção pelo laboratório. Mas na verdade de acordo com o proprio pressuposto está estagnando o processo evolutivo como eu já disse antes. Além do mais essa fé na ciência é construída sobre areia movediça: ela não responde de onde vem a lógica, por que existe ordem no universo, ou por que devemos preservar vidas se a “lei da selva” é o fundamento.

Tudo isso demonstra o colapso do sistema evolutivo, pois todo o discurso cai em contradição. Na epistemologia, os "bonecos" confiam no empirismo, que não pode justificar conhecimento. Na moral, denunciam como “imoral” aquilo que a própria evolução exige (deixar morrer). Na prática científica: confundem microvariação com macroevolução, vendendo gato por lebre. A consequência é como eu disse a pegada Religiosa: transformar a ciência em ídolo, mas não conseguem justificar lógica, ética ou verdade sem Deus. Pois como diz o próprio vilão do Superman General Zød "Eu existo para proteger Kripton, esse é o propósito do meu nascimento... agora Krypton não existe mais... Minha alma é isso que você tirou de mim" uma vida sem propósito não pode ser vivida, por isso Van Gogh tirou a própria vida em crises de racionalidade, ele concluiu que é melhor morrer do que viver sem propósito. Sabe como escapar do dogmatismo cristão e do criacionismo? O suicídio, é a única saída para quem rejeita a Verdade.

A evolução é a mais frágil das religiões. Seus discípulos vivem como se fosse mentira (protegendo os fracos, criando vacinas, combatendo doenças) e ao mesmo tempo a pregam como dogma inquestionável. Como Clark bem disse: “Sem a revelação de Deus, o homem nada sabe”. Só a Escritura explica a origem da vida, a moralidade objetiva e a razão para cuidar do próximo.

Ou o homem confia em Cristo, o Logos encarnado, ou viverá preso ao delírio de que mutações cegas e acaso irracional são capazes de criar lógica, moralidade e propósito. O naturalista, no fim, é um pregador incoerente da sua própria religião falida.

GORDON CLARK: MUITO CONTEÚDO, POUCO RECONHECIMENTO?



Yuri Schein 

É curioso notar como algumas mentes brilhantes, mesmo produzindo obras profundas e consistentes, permanecem à margem do reconhecimento popular. Gordon Haddon Clark é um exemplo paradigmático: filósofo, teólogo, matemático, educador e crítico cultural. Muitos se perguntam: será que sua pouca influência se deve à falta de conteúdo? A resposta é um sonoro “não”.


PRODUÇÃO INTELECTUAL VOLUMOSA:

Clark escreveu mais de 40 títulos, e não estamos falando de panfletos superficiais, mas de obras densas que atravessam fronteiras disciplinares. Ele discutiu desde epistemologia, lógica e metafísica até educação, política e ciência. A amplitude de seu pensamento prova que a escassez de influência não está ligada à escassez de produção intelectual.


A PROFUNDIDADE DE SUA ABORDAGEM:

O que diferencia Clark é a coerência interna de seu sistema. Cada texto reflete uma visão de mundo interconectada, fundamentada no ocasionalismo e na soberania de Deus. Sua epistemologia é rigorosa: não há espaço para conhecimento arbitrário, apenas para aquilo que se ancora na revelação. A consistência lógica e teológica é admirável, mas, para o público geral, muitas vezes excessivamente exigente.


COMPLEXIDADE E BARREIRAS DE RECEPÇÃO:

O problema não é o conteúdo, mas o leitor. Clark exige pensamento crítico, familiaridade com lógica formal e disposição para confrontar pressupostos modernos de ciência e filosofia. Em uma era de informação rápida e digestível, sua obra é densa, quase inacessível para quem busca respostas superficiais.


ABRANGÊNCIA EM TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO:

Poucos teólogos e filósofos conseguiram discutir de maneira coerente epistemologia, educação, ciência e política sob um mesmo sistema filosófico-teológico. Clark não só faz isso, como ainda mantém integridade lógica e consistência com a Escritura. A pouca influência popular, portanto, é mais um reflexo da superficialidade da cultura moderna do que da relevância de suas ideias.

A influência de Gordon Clark não sofreu por falta de produção intelectual, mas por uma sociedade pouco disposta a se engajar com rigor, lógica e profundidade. Ele permanece como um farol para quem busca coerência total entre fé e razão, lembrando-nos de que a verdadeira sabedoria não é medida pelo aplauso popular, mas pelo impacto duradouro sobre aqueles que têm olhos para ver e mente para discernir.

#gordonclark #pressuposicionalismo #escrituralismo #epistemologia #filosofia #cristianismo #protestante #reformado #calvinista #presbiteriano

A HIPOCRISIA NATURALISTA: EVOLUÇÃO, VACINAS E O DEUS QUE ELES IGNORAM

 


Yuri Schein 

Naturalistas adoram posar de filósofos da ciência, citando Russell, Popper e “o método científico” como se fossem árbitros absolutos da verdade. Mas basta olhar para o espelho de suas próprias práticas para ver a contradição: usam lógica que dizem ser falível para atacar a Escritura e correm ao médico, tomam vacina e agradecem à ciência, ou melhor, à inteligência humana que de fato salva vidas. Vamos destrinchar essa hipocrisia.

Primeiro, sobre lógica: dizer que ela só existe se Deus existir é uma acusação de “petição de princípio”, kkkkk. Mas, espere, você está usando exatamente essa lógica falível para me criticar! Popper destruiu a indução, Russell mostrou que axiomas não se provam, e mesmo assim o naturalista confia cegamente na razão que, segundo ele, não tem fundamento. A Bíblia, ao contrário, oferece conhecimento infalível: a razão não cria, apenas participa do Logos encarnado.

Segundo, sobre evolução e vacinas: naturalistas confundem tudo. Vacina não é “evolução em ação”. Evolução descreve mudanças em populações ao longo de gerações, não adaptações imediatas de indivíduos ou sociedades. A prática da medicina mostra quem se adapta de verdade: não são os vírus ou mutações aleatórias, mas a inteligência e o esforço dos cientistas e médicos. Se a lógica darwinista fosse levada a sério, os doentes deveriam sucumbir, os “pesos mortos” eliminados e nenhum hospital seria necessário. Mas o naturalista corre para ser salvo, sabotando a própria narrativa de seleção natural.

Terceiro, sobre coerência: cultura, tecnologia e ciência dependem de propósito, raciocínio e design, não de acaso. Quando naturalistas dizem que isso faz parte da “evolução estendida”, admitem indiretamente que sem inteligência nada sobrevive. Ou seja, até a evolução que eles celebram é parasitária da racionalidade humana e do Deus que dizem negar.

No fim, o naturalista de Instagram só é darwinista nos memes. Na prática, depende de vacinas, hospitais e médicos, frutos de inteligência e propósito, para sobreviver. Seu sistema implode: rejeita fundamentos absolutos, mas só vive graças a eles. Cristo, o Logos, não é teoria: é a razão que dá fundamento à lógica, à ciência real e à própria vida. Quem realmente oferece conhecimento e adaptação não é a seleção natural cega; é a providência divina agindo através da inteligência humana.

#naturalismo #ateismo #seleçãonatural #Evolucionismo #gnosiologia #Apologetica #epistemologia 

SE NÃO EVOLUIU É PORQUE NÃO AGUENTOU O TRANCO

 


Por Yuri Schein 

Os naturalistas vivem pregando a tal "sabedoria da natureza", a "seleção natural", o majestoso processo cego e sem propósito que decide quem vive e quem morre. Segundo eles, tudo o que somos hoje, do cabelo que insiste em cair até o polegar opositor que segura o celular, é fruto de milhões de anos de adaptação brutal. A natureza é sábia, dizem eles, mas só até o noticiário gritar “pandemia!”. Aí, de repente, a natureza já não serve mais. A seleção natural que eles tanto veneram vira vilã. O discurso muda de "sobrevivência dos mais aptos" para "pelo amor da ciência, tome a vacina, senão todos vamos morrer".

Mas espere: se o corpo humano é resultado de milhões de anos de evolução e adaptação, por que diabos ele precisa de uma seringa feita numa farmacêutica bilionária? O organismo não deveria simplesmente "se adaptar"? Não é isso que Darwin mandou? Ou será que a teoria só vale para justificar a existência do ornitorrinco e não para enfrentar um vírus de RNA com menos bytes que uma foto de WhatsApp?

E aqui está o ponto: quando os cientificistas defendem vacinas, remédios e toda a parafernália biomédica, eles estão sabotando o próprio processo de seleção natural. Estão interferindo no sagrado fluxo da evolução. Afinal, se o indivíduo não aguenta uma gripe turbinada, segundo Darwin, deveria simplesmente “sair do jogo”. Mas não: correm ao laboratório, suplicam pelo elixir químico e clamam que isso é “seguir a ciência”. Ciência? Não. É confissão de falência. É gritar ao universo que o corpo humano, após bilhões de anos de ajustes cegos, ainda precisa de uma injeção feita por um cientista de jaleco para não sucumbir ao menor espirro viral.

A ironia é que os naturalistas se veem como guerreiros da razão, quando, no fundo, são sabotadores da própria religião que professam. Porque sim, o naturalismo é uma religião: tem dogmas, tem seus sacerdotes (os “especialistas”), seus templos (os laboratórios) e até indulgências modernas, basta você tomar a dose certa e comprar o kit prescrito para ser absolvido dos pecados de ser frágil.

No fim, o naturalismo se autodestrói. Pois se precisamos de remédios, vacinas e intervenções constantes, a evolução é inútil. E se a evolução fosse real, vacinas seriam desnecessárias. A “ciência” deles só funciona quando se desmente.

Darwin deve se contorcer no túmulo, não por causa de micróbios, mas pelo vexame de seus discípulos incoerentes. Afinal, se não evoluiu… é porque não aguentou o tranco.

#Evolucionismo #seleçãonatural #naturalismo #ateismo #Apologetica

terça-feira, 19 de agosto de 2025

A DEFESA BÍBLICA DA LEGÍTIMA DEFESA

 A DEFESA BÍBLICA DA LEGÍTIMA DEFESA

Yuri Schein 




A Bíblia não é silenciosa sobre a questão da legítima defesa. Ao contrário, ela nos fornece princípios claros que distinguem entre o homicídio injusto, condenado no sexto mandamento (Êx 20.13) e o uso legítimo da força para proteger a vida, a família e os bens que Deus nos confiou. Alegar que o Antigo Testamento não deve ser usado para fundamentar a prática da legítima defesa é negar o ensino explícito de Paulo em 2 Timóteo 3.16-17, de que toda a Escritura é inspirada por Deus e útil “para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”.

Portanto, a lei moral e civil que tratam da defesa da vida permanecem como princípios permanentes, ao contrário das ordenanças cerimoniais que foram cumpridas em Cristo.


DEFESA DA VIDA E PROPRIEDADE NO ANTIGO TESTAMENTO

Êxodo 22.2-3: “Se o ladrão, arrombando uma casa, for ferido e morrer, o que o feriu não será culpado do sangue.”

Aqui vemos um princípio claro: se alguém invade a casa de noite e o dono a defende, não é considerado homicídio culpável. A Escritura reconhece que a vida e a segurança da família têm prioridade diante da agressão.

Deuteronômio 20.1-4: Israel era exortado a não temer ao enfrentar inimigos, pois o Senhor lutaria por eles. A guerra defensiva é autorizada e abençoada por Deus.

Josué 8.1-2: Deus ordena Josué a preparar emboscada contra Ai. Não apenas resistência passiva, mas planejamento estratégico para preservar o povo.

Juízes 3.15-23 (Eúde): O juiz levantado por Deus mata o rei opressor Eglom. A defesa do povo foi armada e sangrenta, mas era instrumento da justiça divina.

Juízes 7.1-25 (Gideão): Gideão e seus trezentos lutam contra os midianitas para libertar Israel. A defesa da nação foi ato de fé.

1 Samuel 17.32-50 (Davi e Golias): Davi não procurou briga, mas não se acovardou diante do inimigo que ameaçava Israel. Defendeu o povo e honrou a Deus.

Neemias 4.14: Neemias exorta o povo a lutar por suas famílias e casas.

Neemias 4.17-18: Os trabalhadores reconstruíam com uma mão e seguravam armas com a outra. Deus aprova o equilíbrio entre fé e autodefesa.

Ester 8.11: O decreto do rei permitiu que os judeus se reunissem e se defendessem contra quem os atacasse. A autodefesa é reconhecida como direito legítimo.

Salmos 144.1: “Bendito seja o Senhor... que adestra as minhas mãos para a peleja.” O salmista reconhece que a capacidade de lutar e se defender é dádiva de Deus.

Provérbios 25.26: “Como fonte turva é o justo que cede diante do perverso.” A covardia diante da injustiça é condenada. Legítima defesa é coerente com a justiça.

Eclesiastes 3.3,8: “Há tempo de matar... tempo de guerra e tempo de paz.” O sábio reconhece que, em um mundo caído, há momentos em que o uso da força é necessário.


CONTINUIDADE NO NOVO TESTAMENTO

O ensino do Antigo Testamento não foi revogado. Ao contrário, o Novo Testamento confirma e aprofunda esses princípios.

Lucas 22.36: Jesus disse: “quem não tiver espada, venda a capa e compre uma.” Ele não incentiva violência gratuita, mas reconhece que Seus discípulos precisariam se defender num mundo hostil.

João 18.10-11: Pedro usou a espada para proteger Jesus. Embora Cristo o corrigisse — porque Sua prisão fazia parte do plano divino — o texto revela que andar armado não era condenado.

Atos 7.24: Moisés defendeu um hebreu, ferindo o egípcio agressor. Sua ação foi lembrada como zelo pela justiça, não como assassinato injusto.

Atos 23.12-17: Paulo, ao saber da emboscada, não se entrega ao perigo. Ele usa recursos legítimos para escapar, mostrando que não é virtude se deixar matar quando há meios de proteção.

Romanos 13.4: A autoridade é “ministra de Deus... vingadora, para castigar o que pratica o mal.” O princípio do uso legítimo da força pertence à esfera estatal, mas analogicamente fundamenta também a defesa individual.

1 Timóteo 5.8: O dever de cuidar da família inclui protegê-la fisicamente. Negligenciar a proteção é negar a fé.

Hebreus 11.33-34: Pela fé, homens subjugaram reinos e “tornaram-se poderosos na guerra.” A fé não exclui a resistência, mas a fortalece.


CONCLUSÃO

Toda a Escritura aponta para a responsabilidade de proteger a vida, a família e o próximo contra a agressão injusta. O uso da força, quando necessário para preservar a vida, é moralmente legítimo. A diferença entre assassinato e defesa justa está clara em todo o cânon.

Negar o testemunho do Antigo Testamento nessa matéria é mutilar a Palavra de Deus, tornando-se culpado diante de 2 Timóteo 3.16-17. A lei que regula a legítima defesa permanece válida, pois não pertence ao sistema cerimonial que Cristo aboliu, mas à ordem moral da vida humana

Portanto, o cristão pode, com consciência tranquila e fé em Deus, defender sua vida, sua família e até sua pátria, sem incorrer em culpa de homicídio. Ao contrário, agir assim é obedecer ao Senhor que nos chama a cuidar dos nossos (1Tm 5.8) e resistir ao mal quando ele ameaça destruir a vida que Ele nos deu.