domingo, 25 de novembro de 2018

Das Escrituras Sagradas

Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.  E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia;  e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína.
Mateus 7:24‭-‬27

Qualquer pedra fraca e mal colocada no alicerce de uma casa, pode causar uma catástrofe.

Estou vendo as escrituras como um grande quebra-cabeças e não existe abismo entre uma peça ou outra, a única coisa que existe é a falta de iluminação da mente que está estudando. Os pontos são todos interligados, Cristologia, Soteriologia, Escatologia (a lista não é exaustiva) se voce fizer uma exegese correta atraves da iluminação do Espírito, tudo cai no mesmo lugar, o mesmo acontece se você fizer uma exegese equivocada. E com isso eu percebo que quanto mais eu leio a bíblia e mais eu vejo uma porção de "óculos" usados para interpreta-la, mais eu vejo apenas réplicas do original, homens tentando de todas as maneiras encaixar as escrituras em sua teologia ao invés de deixar elas falarem por si mesmas. Qual é a minha recomendação quanto as coisas que parecem contraditórias na escritura? Seja intenso em ambas, nunca baixe um lado para elevar o outro, no momento certo, pela Graça de Deus através da Iluminação do Espírito Santo você vai perceber os equívocos de cosmovisão que te levaram a pensar assim, e você vai se surpreender que a maior parte das coisas que te levaram a se afastar da visão correta das escrituras são um punhado de preconceitos e ensinos de homens, principalmente dos seus ídolos teológicos.

Yuri Schein

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Por que Jesus disse ao Jovem Rico que só existe um bom que é Deus?

Por que Jesus disse ao Jovem Rico que só existe um bom que é Deus?

E Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom senão um, que é Deus.
Marcos 10:18

Alguns arianos teimosamente usam esse versículo de Marcos para dizer que Jesus não é Deus, mas Jesus em outra vez disse que ele é bom e também diz que ele é manso e humilde de coração:

Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
João 10:11

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.
Mateus 11:29

Então, o que Jesus quis dizer ao jovem rico? Jesus quis ensinar para ele que nenhum homem é bom! O jovem rico não se aproximou de Jesus como Deus, mas apenas como um mestre, o jovem rico disse "Bom mestre", não adianta nos aproximarmos de Jesus como bom mestre moral e não nos aproximar dEle como Deus! A Idéia de que Jesus não é Deus não pode salvar ninguém. Jesus só pode ser verdadeiramente bom se Ele for Deus, pois homem nenhum [criatura nenhuma] é bom (o próprio Senhor diz isso). A biblia diz que até mesmo aos seus anjos Deus atribui imperfeições - Jó 4.18

O Jovem rico estava com a teologia farisaica errada que ensina que existe ainda algo de bom no homem, e Jesus ao fazer a pergunta "Por que me chamas bom?" estava dizendo para ele: Não existe nada de bom no homem!

Para acabar de vez com a doutrina errada do Jovem rico O Senhor o testou, perguntou para o Jovem se ele conhecia a Lei e se ele a obedecia, pois se fizesse isso viveria; a biblia afirma que é impossível ao homem se justificar pela Lei, mas o Senhor mesmo assim estabeleceu o padrão para o Jovem Rico para o testar, o Jovem afirmou "Tudo isso tenho observado desde a minha mocidade" o Jovem Rico acreditava que ele era bom, por isso ele ainda acreditava que existia bondade nos homens, quando ele viu Jesus ele não conseguiu distinguir a diferença entre Jesus e os homens, pois para ele Jesus era apenas um mestre moral.

O Senhor estabeleceu a ele outro teste "Vende tudo que tu tem e dá aos pobres, depois vem e me segue" por que o Senhor fez isso?

Nesta ordem o Senhor estava subjetivamente colocando os dois maiores mandamentos da Lei "Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a ti mesmo" o Jovem rico não conseguiu nem amar a Deus sobre todas as coisas, pois amou as suas riquezas.

Mas o mais interessante é o que vem antes dessa ultima pergunta, antes do Senhor fazer a pergunta que afastou o Jovem, a biblia diz que Jesus o amou Mc 10.21 " E Jesus, fitando-o, o amou e disse"

O Amor de Jesus pelo jovem rico não omitiu o teste e a verdade, não omitiu a exposição da fraqueza da religiosidade do Jovem rico. Nós não devemos odiar os religiosos e Impíos, devemos amar eles, e levar eles a entender que sem O Senhor Jesus como Deus e Salvador de suas vidas eles não se salvarão.

A bíblia não diz se depois que o Jovem Rico foi embora, lá na frente se arrependeu e seguiu Jesus, na verdade a escritura não fala dele novamente, isso nos mostra que não devemos avaliar o nosso evangelismo se as pessoas religiosas estão nos seguindo ou não, quem seguia Jesus era a multidão de pecadores arruinados que se arrependiam. E em João 6, a biblia diz que MUITOS abandonaram Jesus por causa das palavras duras dEle. A verdade deve ser dita com amor, mas o amor jamais pode ser expressado sem a verdade. Nosso dever é fazer as pessoas olharem para Cristo e não para nós mesmos ou nossas próprias ideias, alguns religiosos fazem de Jesus um idolo moral igual o Jovem rico e não um salvador, não alguém que realmente morreu pelos nossos pecados nos quais nós temos uma salvação certa, nós não podemos aceitar um Jesus assim, pois estaremos agradando os religiosos e afastando os pecadores que são totalmente conscientes de seus pecados. Por outro lado, como Jesus fez com o Jovem rico, nós devemos fazer com os religiosos, ANTES DE FAZER A ULTIMA PERGUNTA JESUS OLHOU NOS OLHOS DELE E O AMOU, devemos nos perguntar se estamos respondendo a pergunta simplesmente para ganhar uma disputa ou se estamos fazendo isso se amamos a pessoa.

Yuri Schein

sábado, 28 de julho de 2018

A Justificação pela Fé nos ajuda a identificar Falsos Mestres e Falsos Profetas





Você confia em suas obras para a salvação e em seus esforços e obras para ser aprovado diante de Deus?

Tome cuidado com quem fica cobrando condutas morais dos outros e uma vida perfeita e "lapidada", elas buscam e procuram perfeição e pessoas perfeitas, elas querem que você mude seu jeito de ser, isso vem de uma ideia mundana de moralidade e não tem nada haver com os frutos do Espírito que crescem NATURALMENTE em nós.

Você acredita que ser uma pessoa honesta, pura, bondosa e virtuosa é o suficiente (como se fosse possível) para a salvação e para aprovação de alguém?


Um Maçom e um Ocultista também, e muitas pessoas acreditam que se purificam sozinhas do seu pecado, e que Jesus só foi um bom exemplo para alcançarem a salvação sozinhas por seus esforços.

De onde vem esse veneno do inferno que nos compra um padrão que Jesus disse que nenhum homem pode alcançar? Um esforço do homem para mudar a si mesmo, sendo que somente o Espírito Santo pode nos transformar, e ele faz isso mantendo a nossa personalidade e não nos amputando ou removendo de nós nossas nuances que o próprio Deus deu: Humor, Temperamento, etc? Isso é fundamento mistico dentro do pensamento farisaico, vem da falsa religião dentro da Igreja que cobra do homem moralidade. (Mateus 19.25-26), Em nenhum momento nos evangelhos Jesus disse que o homem pode ser salvo pelas obras, apenas demonstrou que seu padrão é transcendente, somente Ele através do Espírito Santo no homem que pode nos transformar - Fp 2.13

Alegar que somos salvos pelas obras é ir contra a doutrina da Graça de Deus e a justificação pela Fé, é tropeçar na pedra de tropeço como os judeus reprobos, é buscar um padrão de perfeição em você e nos outros, é agir dissimuladamente e colocar o véu da Lei na face para que os outros não vejam seus erros, mas Paulo diz que nós não precisamos de véu para fingir quem não somos, pois somos transformados aos poucos - Rm 9.30-33, 2 Cor 3.18

A Biblia é clara quando afirma que o homem é justificado somente pela Fé em Cristo sem as Obras: Rm 3, 4, 5, Ef 2, Gl 2, 3, 4...

A Salvação não pode ser obtida nem mantida por esforço do homem ela é uma dadiva divina, se você confia em seu moralismo ou nas suas obras pra ser salvo e para manter-se salvo, você não é Cristão, você está agindo como as pessoas de todas as religiões das obras confiando em sua justiça própria que procede dos altos padrões morais das religiões - Abra mão de sua justiça própria e confie somente em Cristo para a sua salvação, a salvação não pode ser ganha por obras nem mantida por obras, ela é um presente de Deus para todos aqueles que crêem Fp 3.9

Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão.
Apocalipse 13.11

O Falso mestre tem Aparencia de Cordeiro mas quando abre a boca fala como Dragão, ele dá evidencias e boas obras (veja os espíritas por exemplo, eles são exemplo pra sociedade, mas quando abrem a boca proferem todo tipo de blasfêmias contra a palavra de Deus)

A Aparencia de cordeiro coloca a o enfoque em ele tentar ser similar ao cordeiro e em imitar boas obras, da mesma maneira que a meretriz (babilônia de Apocalipse) tem um copo de ouro na mão que aponta para boas obras e divindade, mas dentro do copo existe todo tipo de imundicia. Ou seja, eles similam aquilo que não são, não faz parte da natureza dele.

A mulher estava vestida de azul e vermelho, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas. Segurava um cálice de ouro, cheio de coisas repugnantes e da impureza da sua prostituição.
Apocalipse 17:4

A arvore dá fruto no tempo determinado e não toda hora, na estação certa ela dará fruto, assim é todo aquele que nasceu de novo, ele não tem uma vida perfeita sempre, mas na estação certa o Espírito gera fruto nele, já uma arvore de plastico, uma arvore falsa sempre tem fruto, mas esse fruto não tem realidade nenhuma - Mt 7

Texto Yuri Schein

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Romanos 11 é uma prova que a Salvação pode ser perdida?


Texto de John Hendryx

Recentemente um visitante estava me dizendo que a discussão em Romanos 11 de "ramos sendo cortado" era a prova definitiva de que uma pessoa poderia perder sua salvação. Que nenhuma quantidade de explicação poderia provar o contrário. Mas se olharmos para o contexto, a própria passagem pode, à primeira vista, parecer mesmo ser contraditórias. Pois como poderia o apóstolo Paulo escrever sobre ramos serem cortados (v.22), e em seguida, na mesma inspiração mudar e dizer que os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis? (V.29) O que seria isso? Paulo está nos dizendo que um cristão pode perder sua salvação, ou ele está dizendo que Cristãos regenerados tem garantia de uma herança eterna? Ou algo completamente diferente?

Dê uma olhada em Romanos 11. Ele fala de Israel, que se endureceu em parte, e era um ramo que foi "cortado fora" por causa da incredulidade generalizada (vs. 20). Paulo, então, admoesta os gentios a "continuar na bondade" Caso contrário, eles também seriam cortados." (V. 22)

Se entendermos a metáfora da oliveira vamos ter uma compreensão mais completa do texto. Isso pode ser algo que vale a pena estudar mais profundamente, mas por razões de brevidade vou simplesmente dizer o seguinte: Romanos 11 ampliou a discussão de salvação individual que vimos em Romanos 9 a uma fala de grupos de pessoas que corporativamente se juntaram no relacionamento de aliança com Cristo - grande escala, a perspectiva do grande-retrato da época o tempo da eleição soberana de Deus de seu favor aos judeus ou gentios, quando Ele soberanamente escolhe transmitir a fé e redenção de uma ou outra destas entidades corporativamente. E assim como a Bíblia diz, não os filhos de Abraão por descendência física são filhos de Deus, mas apenas os filhos da promessa são assim considerado (Rm 9.8).. assim também nem todas as pessoas que estão na igreja visível são "descendência de Cristo", mas apenas o filhos da promessa. Mas Paulo avisa se os gentios começarem a diminuir de forma massiva na fé, Deus pode cortá-los e enxertar os israelitas de volta. Isso não está falando de um indivíduo, perder a salvação e, em seguida, chegando a fé novamente depois de um longo período de incredulidade (como seria o caso de Israel corporativo nesta passagem). Não, é por discutir a grande figura do plano de Deus para a salvação de grupos de pessoas, especialmente judeus e gentios. Que Deus endureceu judeus em parte por um tempo (exceto para os eleitos entre eles) (veja Romanos 11: 7-11) e Deus fez isso para os gentios pudessem se beneficiar por um tempo ... e, em seguida, após o número total do gentios vierem para Deus declara que ele poderá trazer corporativamente os judeus novamente.


O mais importante aqui, no contexto desta passagem, o apóstolo Paulo está dirigindo seus comentários a um corpo de gentios, salientando o fato de que o tempo da eleição dos judeus ou gentios de Deus é por sua própria decisão e uma questão de sua própria autoridade soberana. Também que Deus pode mover sua eleição para ou de judeus ou gentios em um momento que quiser. Dando-lhes (aos gentios) o aviso justo que a fidelidade seria o caminho a percorrer. Isso não está falando de indivíduos particulares como se Deus estivesse dizendo que ele tem a intenção de arrancar salvação de você ou o seu vizinho, mas sim em direção (ou longe) dos judeus ou gentios como grupos de pessoas.

No mundo ocidental, muitas vezes, existe uma tendência de personalizar este texto, bem como outros. Mas o texto aqui está claramente falando de favor corporativa (ou desfavor) no plano de Deus.
Para resumir e personalizar; Deus tem autoridade para remover o castiçal (Ap 2: 5), de nações, tribos e povos em um momento de sua escolha soberana. Gentios que são cristãos professos estão corporativamente em aliança com Cristo assim,  acreditamos que Romanos 11.16-24 está falando mais sobre a questão da eclesiologia coletiva, não de salvação individual. Esta passagem é um aviso para um corpo coletivo, a igreja visível, que é corporativamente unido a Cristo em uma relação de aliança, mas isso não significa que cada indivíduo é salvo e undido com Cristo. "A união com Cristo" aplica-se aos eleitos, e somente aos eleitos. Para eles, "... os dons e o  chamamento de Deus são irrevogáveis." vs 29. Mas desde que não-membros podem optar apostatar da aliança, Cristo claramente parece não ter eleito esses ramos [cortados] (João 15: 2-12; 15: 6, [leia também João 15.16,19]) e enquanto elas são unidas externamente em aliança com Cristo, uma vez que tem professado fé em Jesus e terem recebido o sinal da aliança no batismo, mas a fé de alguns é espúria porque eles nunca foram verdadeiramente salvos em união com Cristo (1 João 2:19). Portanto, a questão realmente não é se a Bíblia parece dizer que um crente pode perder sua salvação ou não. sim a sua se uma pessoa tem de fato salvação em primeiro lugar.
Há muitos cristãos professos que simplesmente não acreditam em algum elemento do Evangelho. É possível que eles ainda estão, em parte, confiando em sua própria justiça, ou eles realmente não acreditam na ressurreição física, ou talvez rejeitam a ideia de que Jesus é a segunda pessoa eterna da Trindade, ou não afirmam que Jesus é uma substituição sem pecado e, portanto, o único sacrifício aceitável pelos nossos pecados. Talvez eles gostem da idéia de um Jesus todo-amoroso, mas com outras perfeições encontram-se de maneira preocupante.




segunda-feira, 12 de março de 2018

Exposição de 1 Pedro 2.9-10

Lendo agora a primeira epístola de Pedro no versos 1-2 do primeiro Capítulo o Apóstolo diz:

"Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da *Dispersão* no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas"
1Pedro 1:1‭-‬2

E no verso 9 e 10 do Capítulo 2 ele diz:

"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, *não éreis povo*, mas, agora, *sois povo de Deus*, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia."
1Pedro 2:9‭-‬10

O primeiro pensamento que vem se ler apenas esses dois versos do Capítulo 2, é que ele  estaria falando com gentios aqui porque ele fala dos que _não eram nem povo_.

Mas analisando o primeiro Capítulo quado ele se refere a dispersão, ele está se referindo ao momento em que os judeus começaram a sair de Jerusalém, e também os judeus que estavam dispersos antes mesmo da destruição de Jerusalém. Ou seja, a carta não é para gentios apenas (como podemos ouvir argumentos por aí) mas sim com todos os cristãos [Judeus e Gentios].

Veja agora a observação de Pedro:

*Não eram nem povo* ele está usando o fato desses dispersos não terem cidade própria  alguma aqui na terra e nenhum vínculo mais próximo com os religiosos judeus que residiam em Jerusalém. Porém essa analogia é usada no sentido de que AGORA ELES SÃO POVO DE DEUS, sendo eles judeus ou não, antes eles não eram povo, mas agora que Deus os chamou *das trevas para sua maravilhosa luz* em Cristo eles são povo de Deus. O que distingue esses dispersos dos outros judeus é o _chamado_ de Deus. Isso mostra que Deus chama pessoas específicas para serem seu povo.

*Não haviam recebido a misericórdia, mas agora alcançaram* Mesmo que eles fizessem parte da linhagem sanguínea judaica, Deus não havia derramado misericórdia sobre eles ainda (Rm 9.11-24) e pouco importava para isso ter linhagem sanguínea judaica (Jo 1.13), logo a misericórdia divina aqui se manifesta individualmente, mesmo para os dispersos judeus ou gentios (para os quais muito provavelmente foi escrita a carta).

Pedro os estava lembrando que a sua Pátria era celestial mesmo que eles não tivessem Pátria alguma aqui nessa terra, Isto é algo muito plausível, pois a perseguição a igreja era forte nesta época, os cristãos muitas vezes foram desterrados, perseguidos e mortos.

Isso demonstra que essa carta não é especificamente para os gentios cristãos, mas também, e talvez principalmente, para judeus cristãos, você pode me dizer:
- Ok! Yuri, mas o que tem haver.

- Tudo!

Pedro está demonstrando que os judeus também necessitavam ser resgatados das Trevas para a maravilhosa luz evangelho, também precisavam ser transformados em povo de Deus, e também careciam da sua misericórdia. E significa que a interpretação sinergista de Romanos 9 diz que Deus Resolveu ter misericórdia da massa gentilica em si, e a eleição estaria falando de nações e não de indivíduos, não faria sentido nenhum, Pedro chamá-los (os judeus da dispersão desta carta) de Eleitos (1 Pe 1.2), chamados (1 Pe 2.9) não era um povo mas agora são povo (1 Pe 2.10), não haviam alcançado misericórdia mas agora alcançaram (1 Pe 2.10).
Este texto vai contra o entendimento de que a eleição é de nações ou de povos, pois *tanto judeus quanto gentios não eram nem povo*.
Ou seja, nenhum homem antes de ser chamado por Deus possuía luz, pelo contrário, Pedro diz antes eles estavam em Trevas, nem sequer mesmo os judeus eram um povo sem antes ser enxertado em Cristo, e nem mesmo os judeus antes haviam recebido misericórdia, mas estes eleitos segundo a presciência de Deus pai receberam 1 Pe 1.1-2; 1 Pe 2.9-10


*Yuri Schein, exposição de 1 Pedro 2.9-10*

sábado, 10 de março de 2018

Apostasia - Hebreus 6 e 10

O Autor de Hebreus no Capitulo 6 e Capitulo 10, usa uma linguagem forte e fenomenológica, pois ele trata com pessoas que estavam no nosso meio e experimentaram dons e dadivas espirituais que nem mesmo os impios experimentaram, eles chegaram a ter sua mente renovada para arrependimento porém nunca se arrependeram de fato, foram participantes do Espírito Santo por meio da comunidade e da fé que professaram porém nunca foram regenerados, são pessoas que externamente tiveram maiores oportunidade do que os impios, porém viveram novamente em pecado deliberado, pecado de calcar os pés o sangue do Filho de Deus e ultrajar o Espírito da Graça, eles rejeitaram abertamente a oferta do Evangelho.
Como o Apostolo João fala a respeito dos Anticristos (que negam a humanidade, divindade ou suficiência de Cristo).
Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.
1 João 2:19
Se fosse possível que um crente regenerado perecesse todos pereceriam, mas é Deus que nos segura em suas mãos (João 10;27-30), Ele que nos Elege (Ef 1.4-5, Rm 8.28-30, Rm 9.11-24, 2 Ts 2.13) Ele que garante a nossa salvação e ele quem termina a obra que ele começa (Fp 1.6, Jd 1.24, Hb 13.20-23) Se fosse possivel que um dos Eleitos que foram amados antes da fundação do mundo, regenerados e justificados se perdessem então a biblia seria uma contradição, "uma mentira, e não existe nada digna nela de aceitação ou confiança" como diria Charles Spurgeon.
Yuri Schein

sábado, 10 de fevereiro de 2018

"O LIVRE-ARBÍTRIO SEGUNDO JONATHAN EDWARDS".




"Segundo Edwards a vontade é definida como o princípio e o poder da mente humana por escolher ou recusar alguma coisa.Ele afirma que a vontade é determinada por motivos,é tudo o que move,excita ou convida a mente,de conclui que a vontade é determinada pelo o maior motivo e inclinação presente,é importante lembrar que motivo para Edwards não é o mesmo que desejo,e sim um conjunto que desperta desejo.

Edwards dedende um determinismo diferente de um determinismo mecânico de relação de causa-efeito pertinente à física,e sim um determinismo que apresenta fatores causais,que contribuem para a ação humana.

Na visão de Edwards se sustenta se uma escolha está ligada ao motivo,então existe uma necessidade para todos os atos da vontade.Ele objeta e classifica a necessidade em duas partes.
1.Necessidade natural.
2.Necessidade moral.
1>>surge de causas naturais como: disposições do coração,hábitos e motivos morais.
2>>surge de dentro da mente humana,partindo de causas morais.
Neste ponto ele parte da doutrina do pecado original como referencial,e afirma que posterior a queda do homem houve a depravação que o leva para inclinações más e viciosas,e isto resulta em um círculo vicioso.

Diante dessa incapacidade moral estabelece-se a culpabilidade do homem,se essa incapacidade e agir de forma diversa e determinada pela necessidade naturam(coação de um terceiro),não há que se falar em culpabilidade ou responsabilidade para o agente,mas quando determinada pela sua incapacidade moral não há como isentá-lo.

Para os arminianos o ponto fundamental é a liberdade,eles sustentam que se o homem não absolutamente livre para escolher,e havendo alguma determinação prévia às suas escolhas não pode haver responsabilidade moral.Edwards responde os defensores do livre-arbítrio,que para existir uma vontade livre,três alegações deveriam ser verdadeiras.
1.Que a vontade se não fosse determinada por nada,a não ser por ela mesma,não se pode definir um ato como louvável ou condenável,já que conceitos como virtude e depravação se perdem quando se tratam de escolhas aleatórias.
2.Que a mente humana fosse indiferente no momento da escolha,para Edwards essa questão é absurda e contraditória,pois a vontade humana não pode ser indiferente ao objeto de escolha,ou seja,se fossemos absolutamente indiferentes ao aobjeto de escolha não conseguiríamos escolher nada.
3.Que a determinação da vontade fosse contigente(não causada),ou seja,não exigiria ou determinaria os atos do homem,pois atos contigentes por parte de criaturas que estão diante de um Deus onipotente e onisciente.

Fontes: The Freedom Of The Wiil e Original Sin de Jonatha Edwards,retirado e resumido do texto de Paulo Afonso Nascimeno Castelo.

___Augusto Campello