O Livro das Histórias Antigas
Segundo Livro da série Ad’Heim Por Yuri Andrei Schein
Depois de Os Estandartes do Norte, primeiro livro da série Ad’Heim, a jornada continua em Rapsodos — O Livro das Histórias Antigas, segundo volume da saga criada por Yuri Andrei Schein.
Enquanto o primeiro livro apresenta a trajetória de Ragnarok, sua ligação com a Forma do Abismo e a formação da Companhia do Limiar, este segundo volume amplia os horizontes do universo, conduzindo o leitor às histórias, aos povos e aos acontecimentos que moldaram o mundo de Ad’Heim.
Em meio à Guerra dos Duzentos Anos, Ragnarok, Neutro e Ordekh continuam sua jornada por um continente marcado por ruínas, antigas disputas e forças que ultrapassam a compreensão dos homens. Mas, entre marchas e acampamentos, há espaço para algo que também sustenta os reinos: a memória.
Histórias ao redor da fogueira
A obra apresenta uma estrutura diferente de uma narrativa convencional. Em acampamentos, conselhos e jornadas, personagens como Ordekh e Armendor compartilham relatos preservados ao longo das gerações. Algumas histórias são narradas por aqueles que as conheceram; outras atravessaram séculos, transmitidas por povos que guardaram fragmentos de sua própria origem.
Ragnarok e Neutro não são apenas ouvintes. As narrativas os levam a confrontar questões que ultrapassam o campo de batalha: o significado da existência, a natureza do poder, o peso das escolhas e a responsabilidade daqueles que recebem capacidades extraordinárias.
As primeiras histórias conduzem o leitor às questões fundamentais da criação e ao Nome que sustenta os mundos. A partir daí, o passado de Ad’Heim começa a se revelar por meio de narrativas sobre os Hunens, os elfos, os homens, os demônios e os dragões.
A memória dos antigos
Ao longo dos capítulos, são apresentadas histórias sobre a Hunen da Guerra, os amores e conflitos que deram origem aos elfos, a formação dos povos de sangue misturado e os dragões que falam. Também conhecemos narrativas sobre as três que teciam o destino, a coragem de Valeth, a origem dos demônios e o decreto que mantém um antigo rei aprisionado no abismo.
Esses relatos não funcionam apenas como explicações históricas. São histórias de amor, orgulho, rebelião, sacrifício, fidelidade e consequências. Os antigos não são apresentados como figuras sem conflitos, e suas decisões continuam produzindo efeitos muito depois de seus próprios tempos.
O passado, em Ad’Heim, não está morto. Ele permanece nas cidades, nos juramentos, nas linhagens e nas forças que ainda influenciam o presente.
O mundo além das lendas
A jornada também conduz a Companhia a lugares onde a história parece ter sido gravada na própria matéria. Ruínas subterrâneas, mapas de passagens esquecidas, construções antigas e mecanismos cujo propósito original já não é conhecido revelam que o mundo guarda segredos muito anteriores aos reinos atuais.
Entre as narrativas estão o desafio dos três, a lenda dos Doze Trabalhos de Setra, a canção dos seis que moldaram o Sul, a maldição de Arteph e a queda de Ikarion, cuja história apresenta os perigos de uma criação que ultrapassa os limites de seus próprios criadores.
Mais adiante, as histórias conduzem o leitor às profundezas de Kallon e aos antigos juramentos de Gallen. A Noiva das Tempestades, as fortalezas sem bandeiras e os homens que precisam decidir entre a própria ambição e a responsabilidade que receberam mostram que nem toda ameaça chega com um exército. Algumas começam com uma promessa aparentemente conveniente.
O peso de escolher
Nos capítulos finais, as histórias tornam-se cada vez mais próximas das questões pessoais dos próprios personagens. O tempo, a alma, a vida, a memória e a identidade aparecem como elementos que não podem ser tratados levianamente.
Os três desertores — Dotrekh, Troneu e Korangar — representam uma das narrativas mais inquietantes do volume. Suas naturezas e seus propósitos levantam questões sobre magia, Nada e Caos, enquanto as histórias sobre escolhas difíceis recordam que a omissão também possui consequências.
A obra não oferece respostas fáceis para dilemas difíceis. Pelo contrário: mostra que algumas decisões exigem reconhecer perdas, assumir responsabilidades e abandonar a ilusão de que é possível preservar tudo sem sacrificar coisa alguma.
O segundo livro de Ad’Heim
Com trinta capítulos, Rapsodos — O Livro das Histórias Antigas expande a mitologia apresentada em Os Estandartes do Norte e aprofunda a compreensão dos povos, personagens e acontecimentos que compõem Ad’Heim.
O segundo livro não abandona a jornada da Companhia do Limiar. Ele a amplia, revelando que Ragnarok, Neutro e Ordekh caminham por um mundo cuja história é muito mais antiga e complexa do que a guerra que enfrentam.
Fantasia épica, mitologia, filosofia, aventura e tradição oral se encontram em uma obra na qual o passado não é apenas lembrança: é parte viva do presente.
Porque os reinos podem cair, os nomes podem desaparecer e as testemunhas podem morrer. Mas aquilo que foi feito continua produzindo consequências.
Este é o segundo livro de Ad’Heim. E, antes de compreender plenamente o mundo que os homens tentam salvar, é preciso conhecer as histórias que o fizeram existir.

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