terça-feira, 29 de setembro de 2026

AD’HEIM - O NECROMANTE

 




Capítulo 1 — Elias


Antes de ser chamado de Necromante, antes de comandar legiões de cadáveres, antes de desafiar os limites que separavam os vivos dos mortos, antes mesmo de compreender que a morte possuía leis próprias, ele era apenas um homem.


Seu nome era Elias.


E ninguém que o conheceu naquela época poderia imaginar aquilo em que ele se tornaria.


Não havia nada particularmente extraordinário em sua aparência.


Era um homem de estatura comum, cabelos escuros, olhos atentos e mãos marcadas pelo trabalho. Não carregava uma espada lendária. Não possuía uma coroa. Não trazia no sangue a linhagem de reis antigos nem descendia de alguma criatura esquecida pelas eras.


Elias não era um herói.


Também não era um vilão.


Ainda.


Ele era simplesmente um homem que fazia perguntas demais.


E, naquele mundo, algumas perguntas eram perigosas.


Muito antes de Elias nascer, os homens aprenderam a contar histórias sobre os doze.


Alguns diziam que eles haviam criado o mundo.


Outros diziam que apenas haviam herdado sua administração.


Havia quem os chamasse de deuses.


Havia quem os chamasse de anjos.


Havia quem dissesse que eram os primeiros reis.


Outros afirmavam que eram monstros tão antigos que a palavra "deus" havia sido inventada apenas porque os homens não possuíam outra palavra para descrevê-los.


Nenhuma dessas versões era inteiramente correta.


Mas nenhuma estava completamente errada.


Os doze eram conhecidos como Hunens.


Cada um possuía um domínio.


Cada um governava uma parte da ordem do mundo.


E cada um possuía uma criatura associada ao seu poder.


Lenoria, a Hunen do reino que carregava seu próprio nome, era uma guerreira. Cavalgava pelos céus sobre um grifo, e os exércitos de Lenoria juravam que sua presença no campo de batalha era suficiente para transformar uma derrota em vitória.


Aldora, a Hunen do deserto, era uma monja. Vivia entre dunas, ruínas e templos esquecidos. Diziam que conhecia os segredos da disciplina do corpo e da mente como nenhum mortal jamais conhecera. Seu companheiro era um dragão que atravessava as areias como se fossem água.


Sefrion, o Hunen da Magia, era considerado o maior conhecedor das artes arcanas. Controlava uma Fênix, criatura que renascia das próprias cinzas. Seu nome, entretanto, carregava histórias que os sacerdotes preferiam não discutir. Havia lacunas em sua história. Períodos que simplesmente não existiam nos registros oficiais.


E ninguém sabia por quê.


Kallon, o Hunen do Mar, governava aquilo que existia além das costas conhecidas. Sua criatura era uma serpente marinha colossal, tão grande que marinheiros afirmavam que, quando ela subia à superfície, parecia que uma ilha inteira estava emergindo das águas.


Baltamus era o Hunen da criatividade e da inteligência.


Não era conhecido por sua força física.


Era conhecido por aquilo que sua mente podia criar.


Máquinas.


Armas.


Construções.


Artefatos.


Ideias.


Seu companheiro era um Golem gigantesco, uma criatura construída para obedecer aos comandos de uma inteligência que ultrapassava a compreensão dos homens comuns.


Valeth, a Hunen da coragem, era diferente de todos eles.


Não governava um reino específico.


Não precisava.


Seu nome era invocado por guerreiros antes das batalhas, por crianças antes de enfrentar o medo e por aqueles que estavam diante de algo que parecia impossível.


Ela montava um Pégaso.


E dizia-se que o animal jamais recuara diante de nenhuma criatura.


Kassandra, a Hunen da floresta, era a guardiã das regiões verdes do mundo.


Seu domínio não era apenas sobre árvores.


Era sobre crescimento.


Raízes.


Florestas.


Animais.


Ciclos naturais.


E no coração de seu território existia uma árvore tão gigantesca que seus galhos desapareciam nas nuvens.


Kassandra não precisava de um exército.


A própria floresta era seu exército.


Rhaegor, o Hunen dos Céus, dominava os ventos e as tempestades.


Seu Roc podia atravessar nuvens carregadas de raios sem ser atingido.


Quando Rhaegor estava irado, os homens diziam que o céu inteiro parecia se lembrar de que lhe pertencia.


Damaris, o Hunen da Terra, era senhor das montanhas e das profundezas.


Pedras obedeciam à sua vontade.


Montanhas podiam tremer.


Minérios podiam ser arrancados das entranhas do mundo como se fossem folhas secas.


Ao seu lado caminhava um Titã de Pedra, uma criatura tão gigantesca que seus passos alteravam a geografia.


Elyndra, a Hunen da Vida, era conhecida por curar feridas que nenhum médico conseguiria tratar.


Onde ela passava, sementes brotavam.


Plantas floresciam.


Animais feridos recuperavam-se.


Seu companheiro era um Cervo Branco ancestral, cuja presença era considerada um presságio de vida.


E havia Morvahn.


O mais incompreendido dos doze.


O Hunen do Tempo.


Aquele que guardava as eras.


As memórias.


Os ciclos.


As coisas que foram e as coisas que ainda seriam.


Morvahn não precisava de um reino.


Seu reino era o próprio fluxo da existência.


Seu companheiro era um Dragão Cronarca, criatura que, segundo as lendas, podia perceber passado e futuro como se fossem páginas diferentes do mesmo livro.


E finalmente havia Arteph.


O Hunen do mundo dos mortos.


Aquele cujo nome era pronunciado em voz baixa.


Aquele cujo domínio não possuía fronteiras visíveis.


Aquele que governava o lugar para onde todos, cedo ou tarde, deveriam ir.


Arteph não montava uma criatura.


Arteph caminhava ao lado dela.


Cerberus.


O cão de três cabeças.


Guardião da passagem.


Guardião dos mortos.


Guardião daquilo que os vivos não deveriam tocar.


Para a maioria das pessoas, Arteph era apenas uma figura distante.


Uma entidade.


Uma autoridade.


Uma parte inevitável da ordem do mundo.


Para Elias, porém, tudo isso ainda era apenas história.


Ele ainda não sabia que um dia seu nome estaria ligado ao de Arteph.


Não sabia que seria perseguido por ele.


Não sabia que sua magia seria considerada uma agressão direta ao domínio daquele Hunen.


Não sabia que, anos mais tarde, o próprio mundo o chamaria de Necromante.


Naquele momento, Elias só queria compreender.


Ele nasceu em uma pequena comunidade afastada dos grandes centros de poder.


Não era um lugar pobre, embora também não fosse rico.


As pessoas trabalhavam.


Comiam.


Casavam.


Tinham filhos.


Discutiam.


Envelheciam.


Morriam.


E depois eram enterradas.


A vida seguia.


Elias cresceu observando tudo isso.


Desde muito pequeno, havia alguma coisa nele que incomodava os adultos.


Não era violência.


Não era desobediência.


Era curiosidade.


Quando as outras crianças brincavam, Elias desmontava os brinquedos para descobrir como haviam sido feitos.


Quando alguém contava uma história, ele perguntava se aquilo realmente tinha acontecido.


Quando um sacerdote dizia que determinado fenômeno era vontade dos Hunens, Elias perguntava:


— Como você sabe?


O sacerdote respondia:


— Porque os antigos escreveram.


— E como os antigos sabiam?


O sacerdote ficava em silêncio.


Elias não perguntava para provocar.


Essa era a parte mais irritante.


Ele realmente queria saber


Certa vez, quando tinha aproximadamente dez anos, Elias acompanhou seu pai até um funeral.


Era um homem da região.


Velho.


Conhecido.


Todos falavam sobre ele como se ainda estivesse presente.


"Ele era trabalhador."


"Ele ajudou muita gente."


"Era um homem bom."


Elias permaneceu próximo ao túmulo.


Observou o caixão sendo baixado.


Observou a terra sendo colocada sobre ele.


E então perguntou:


— Onde ele está?


Seu pai respondeu:


— Morto.


— Eu sei. Mas onde?


— Elias...


— Ele está dentro da terra?


— O corpo está.


— Então onde está ele?


Seu pai ficou alguns segundos em silêncio.


— No mundo dos mortos.


Elias olhou para o túmulo.


— E onde fica?


Seu pai apontou para o céu.


— Depois da morte, os Hunens conduzem cada alma para onde ela deve estar.


Elias olhou novamente para o túmulo.


— Então Arteph sabe onde todo mundo está?


— Sim.


— E ele pode falar com eles?


— Não é assim que funciona.


— Mas ele pode?


Seu pai apertou os lábios.


— Algumas coisas não precisam ser perguntadas.


Elias guardou aquela frase.


Algumas coisas não precisam ser perguntadas.


Ele jamais a esqueceria.


Os anos passaram.


Elias cresceu.


E sua curiosidade transformou-se em estudo.


Ele aprendeu a ler.


Depois aprendeu a escrever.


Depois começou a estudar magia.


No começo, seus conhecimentos eram rudimentares.


Elementos.


Runas.


Poções.


Encantamentos.


Pequenas manipulações de energia.


Nada extraordinário.


Mas Elias tinha uma característica que compensava aquilo que lhe faltava em poder:


ele entendia padrões.


Enquanto outros magos memorizavam centenas de feitiços, Elias tentava descobrir por que eles funcionavam.


Enquanto outros repetiam rituais antigos exatamente como haviam sido ensinados, Elias alterava pequenas partes deles.


Às vezes dava errado.


Muito errado.


Uma vez, uma explosão destruiu metade de uma sala.


Outra vez, Elias passou três dias sem conseguir sentir os próprios dedos.


Outra vez, conseguiu transformar água em vapor instantaneamente e quase incendiou a casa.


Mas ele aprendia.


Sempre aprendia.


E quanto mais aprendia, mais percebia uma coisa:


A magia não era tão misteriosa quanto as pessoas diziam.


Ela possuía regras.


Estruturas.


Limites.


E se possuía limites...


Então também possuía maneiras de ultrapassá-los.

Foi nessa época que ele conheceu ela.


Ela não era uma princesa.


Não era uma sacerdotisa.


Não era uma guerreira lendária.


Era apenas uma jovem inteligente, gentil e extremamente difícil de impressionar.


Elias tentou explicar a ela uma teoria sobre a manipulação de energia.


Ela ouviu.


Esperou.


E perguntou:


— Você percebe que ninguém normal fala assim?


Elias ficou sério.


— Assim como?


Ela começou a rir.


— Exatamente assim.


Ele não entendeu.


Ela continuou rindo.


E, pela primeira vez em muito tempo, Elias também riu.


Foi assim que começou.


Sem profecia.


Sem destino.


Sem música.


Sem os deuses observando do alto.


Apenas dois jovens conversando.


Depois conversaram novamente.


E novamente.


E novamente.


Até que passaram a procurar motivos para se encontrar.


Elias estudava magia.


Ela estudava ervas, medicina e tratamentos.


Enquanto Elias queria entender como impedir a morte, ela queria descobrir como salvar aqueles que estavam próximos dela.


Ele era obcecado por conhecimento.


Ela era obcecada por pessoas.


Ele queria compreender o mundo.


Ela queria torná-lo um pouco melhor.


E, talvez justamente por serem tão diferentes, funcionavam.


Elias nunca contou a ela tudo aquilo que pensava.


Mas contou o suficiente.


Certa noite, sentados perto de uma pequena fogueira, ele falou sobre os Hunens.


Ela perguntou:


— Você acredita neles?


Elias respondeu:


— Acredito que existem.


— Isso não foi o que perguntei.


Ele olhou para o fogo.


— Não sei.


— Como pode não saber?


— Porque existir não significa ser aquilo que dizem que são.


Ela sorriu.


— Você vai acabar arrumando problemas.


— Provavelmente.


— Você não tem medo?


Elias olhou para ela.


— De quê?


— Dos Hunens.


Ele demorou para responder.


— Não.


Ela franziu a testa.


— Nem de Arteph?


Dessa vez Elias ficou em silêncio.


Ele olhou para a noite.


— Da morte eu tenho medo.


— Mas não de Arteph?


— Não sei se existe diferença.


Ela se aproximou.


— Para mim existe.


Elias sorriu.


— Por quê?


— Porque você ainda está vivo.


Ele olhou para ela.


E pela primeira vez compreendeu que havia coisas que nenhum estudo conseguia explicar.


Coisas que não precisavam de magia.


Coisas que simplesmente existiam.


Ele amava aquela mulher.


E naquele momento acreditava que isso seria suficiente.


Os anos seguintes foram os melhores de sua vida.


Elias estudava.


Ela trabalhava.


Eles construíram uma casa.


Pequena.


Simples.


Mas deles.


Havia livros em quase todos os cômodos.


Ela reclamava.


Elias prometia organizar.


Nunca organizava.


Ela escondia alguns livros para obrigá-lo a sair da casa.


Ele descobria onde estavam.


Ela dizia que ele era impossível.


Ele dizia que ela gostava disso.


Ela negava.


Ele sorria.


Era uma vida comum.


E justamente por ser comum, Elias não percebeu o quanto era preciosa


Enquanto isso, longe dali, os doze Hunens continuavam governando o mundo.


Lenoria guerreava.


Aldora meditava.


Sefrion estudava a magia.


Kallon observava os mares.


Baltamus criava.


Valeth protegia.


Kassandra guardava as florestas.


Rhaegor dominava os céus.


Damaris sustentava a terra.


Elyndra protegia a vida.


Morvahn observava o tempo.


E Arteph governava os mortos.


O mundo parecia estável.


As pessoas nasceram.


Viveram.


Morreram.


E foram para onde deveriam ir.


A ordem permanecia intacta.


Até que uma pequena comunidade chamou a atenção de homens que Elias jamais havia visto.


Homens armados.


Homens que não vieram para negociar.


Homens que não vieram para proteger.


Eles vieram procurar alguém.


Elias não sabia quem.


Nem por quê.


Naquela noite, ele estava em casa.


Ela estava ao seu lado.


As velas estavam acesas.


Um livro estava aberto sobre a mesa.


Elias explicava alguma coisa.


Ela não estava prestando atenção.


— Você não está ouvindo.


— Estou.


— O que eu disse?


Ela sorriu.


— Nada.


— Exatamente.


Ela se aproximou.


— Você fala demais.


— Você gosta.


— Às vezes.


Elias sorriu.


Então ouviu um barulho.


Passos.


Muitos passos.


Seu sorriso desapareceu.


Ela também ouviu.


— Elias...


Ele se levantou.


Foi até a janela.


Lá fora havia sombras.


Uma.


Duas.


Dez.


Mais.


Homens estavam entrando na comunidade.


Alguns carregavam armas.


Outros carregavam símbolos que Elias não reconhecia.


Ela se levantou.


— Quem são eles?


Elias não respondeu.


Seu coração começou a bater mais rápido.


Ele pegou o cajado.


— Fique aqui.


— Elias...


— Fique aqui.


Ele saiu.


A primeira coisa que viu foi um homem sendo derrubado.


Depois outro.


Depois uma casa incendiada.


As pessoas gritavam.


Elias tentou conjurar um escudo.


A magia explodiu diante dele.


Um dos invasores atravessou o escudo.


Elias foi lançado contra uma parede.


Sua visão ficou turva.


Ele tentou levantar.


Um golpe.


Depois outro.


E então ouviu seu nome.


— Elias!


Era ela.


Ele virou a cabeça.


Viu dois homens segurando-a.


Elias tentou se levantar.


Não conseguiu.


— Soltem ela!


Um dos homens olhou para ele.


— Então você é Elias.


O sangue de Elias gelou.


Ele não sabia quem eram aqueles homens.


Mas eles sabiam quem ele era.


E naquele instante compreendeu:


aquilo não era um ataque aleatório.


Eles haviam vindo por ele.


E ela estava sendo usada para alcançá-lo.


— O que vocês querem?


O homem sorriu.


— Ainda não sabemos.


Elias franziu a testa.


— Como assim?


— Nosso senhor quer descobrir.


Ele olhou para a mulher.


Depois para Elias.


— E parece que encontramos uma maneira muito eficiente de fazer você cooperar.


Elias tentou conjurar magia novamente.


Um golpe atingiu sua cabeça.


Tudo ficou escuro.


A última coisa que ouviu foi a voz dela.


— Elias!


Então veio o silêncio.


Quando acordou, estava acorrentado.


Não sabia onde.


Não sabia quanto tempo havia passado.


E, pela primeira vez em sua vida, Elias descobriu algo que nenhum livro havia conseguido ensinar.


Existem momentos em que conhecimento não serve para nada.


Você pode saber ler.


Pode saber lutar.


Pode saber magia.


Pode conhecer centenas de teorias.


Pode compreender a natureza da energia.


Pode conhecer os nomes dos Hunens.


Pode conhecer as histórias dos grandes guerreiros.


Pode saber como os dragões voam.


Pode saber como os mares se movem.


Pode saber como a vida cresce.


Pode saber como o tempo passa.


Pode saber como a magia funciona.


Mas nada disso importa quando alguém que você ama está sendo usada como instrumento para destruir você.


Elias ouviu passos.


A porta abriu.


Um homem entrou.


Depois outro.


E atrás deles...


ela.


Elias tentou levantar.


— Não.


Um dos homens segurou seu ombro.


— Fique sentado.


Elias olhou para ela.


Ela estava machucada.


Mas ainda estava viva.


Os olhos dela encontraram os dele.


E naquele instante, sem dizer uma palavra, Elias entendeu.


Eles queriam que ele assistisse.


O homem atrás dela sorriu.


— Vamos descobrir quanto conhecimento existe dentro de você.


Elias não respondeu.


O homem aproximou-se.


— Ouvi dizer que você gosta de fazer perguntas.


Elias olhou para ele.


— Então faça uma.


O homem sorriu.


— Não.


Ele olhou para a mulher.


— Hoje você vai aprender uma resposta.


Elias puxou as correntes.


— Não encoste nela.


O homem ignorou.


Elias gritou.


Pela primeira vez na vida, não queria compreender.


Não queria estudar.


Não queria descobrir.


Queria apenas impedir.


Mas era tarde.


Porque naquele momento...


o homem chamado Elias começou a morrer.


Não fisicamente.


Ainda não.


Algo muito mais importante estava morrendo.


A crença de que o mundo possuía justiça.


A crença de que os Hunens protegiam os homens.


A crença de que a morte era simplesmente o fim natural da vida.


E, principalmente...


a crença de que o amor era suficiente para proteger alguém.


Naquela noite, Elias ainda não sabia.


Mas o homem que entraria naquela sala...


não seria o mesmo homem que sairia dela.


E, muitos anos depois, quando os mortos se levantassem diante dele e os Hunens finalmente pronunciassem seu nome com medo...


ninguém mais o chamaria de Elias.


Chamariam-no de:


O NECROMANTE.

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